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Riscos de 23 malformações específicas associadas à exposição pré-natal a 10 antiepilépticos

terça-feira, 15 de outubro de 2019
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Riscos de 23 malformações específicas associadas à exposição pré-natal a 10 antiepilépticos

Em estudo publicado pelo periódico Neurology, pesquisadores do Departamento de Estudos em Saúde Pública do French National Health Insurance, em Paris, França, buscaram avaliar a associação entre a exposição à monoterapia com 10 drogas antiepilépticas diferentes (DAEs) durante os primeiros 2 meses de gravidez e o risco de 23 malformações congênitas principais (MCPs).

Saiba mais sobre "Epilepsias" e "Malformações fetais".

Este estudo de coorte em todo o país, com base nos bancos de dados franceses de assistência médica, incluiu todas as gestações ≥ 20 semanas e terminadas entre janeiro de 2011 e março de 2015. Considerou-se que as mulheres estavam expostas quando uma DAE foi dispensada entre 1 mês antes e 2 meses após o início de gravidez.

O grupo de referência incluiu gestantes sem reembolso por DAEs. As MCPs foram detectadas até 12 meses após o nascimento (24 meses para microcefalia, hipospádia e epispádia). Odds ratio (ORs) foram ajustados para potenciais fatores de confusão para MCPs com pelo menos 5 casos. Caso contrário, calculou-se as ORs brutas com intervalos de confiança exatos (ICs).

A coorte incluiu 1.886.825 gestações, das quais 2.997 foram expostas à lamotrigina, 1.671 à pregabalina, 980 ao clonazepam, 913 ao ácido valpróico, 579 ao levetiracetam, 517 ao topiramato, 512 à carbamazepina, 365 à gabapentina, 139 à oxcarbazepina e 80 ao fenobarbital.

A exposição ao ácido valpróico foi associada a 8 tipos específicos de MCPs (por exemplo, espinha bífida, OR 19,4, IC 95% 8,6-43,5), e a exposição ao topiramato foi associada a um risco aumentado de fissura labial (6,8; IC 95% 1,4- 20,0). Foram identificados outros 3 sinais. Não foi encontrada associação significativa para lamotrigina, levetiracetam, carbamazepina, oxcarbazepina e gabapentina.

Estes resultados confirmam a teratogenicidade do ácido valpróico e do topiramato. Devido ao pequeno número de casos e possível confusão, os outros três sinais devem ser interpretados com a devida cautela.

Leia sobre "Espinha bífida", "Lábio leporino", "Gestação semana a semana" e "Pré-natal".

 

Fonte: Neurology, publicação em 09 de julho de 2019.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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