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Sertralina e mirtazapina podem não ajudar na depressão de pacientes com Alzheimer, segundo estudo publicado no The Lancet

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O estudo Health Technology Assessment Study of the Use of Antidepressants for Depression in Dementia (HTA-SADD), randomizado1, controlado por placebo2, duplo-cego, multicêntrico, publicado no periódico The Lancet, mostrou que os antidepressivos sertralina e mirtazapina, comumente usados em casos de depressão em pacientes com Alzheimer3, podem não ser uma boa escolha devido à ausência de benefícios quando comparados ao placebo2 e à presença de efeitos colaterais4 como náuseas5, sonolência e sedação6.

Os participantes do estudo foram divididos em três grupos:

  • 107 pacientes receberam 150mg de sertralina ao dia.
  • 108 pacientes receberam 45mg de mirtazapina ao dia.
  • 111 pacientes receberam placebo2 (grupo controle).

O nível de depressão não apresentou variações importantes entre os três grupos na 13ª semana de acompanhamento.

No grupo que recebeu sertralina, 43% reportaram reações gastrointestinais, como náuseas5, enquanto no grupo que recebeu mirtazapina 41% reportaram sonolência ou sedação6. Apenas 26% dos participantes do grupo controle relataram que não se sentiram bem.

Fonte: The Lancet, de 18 de julho de 2011

Sertralina
Mirtazapina

 

NEWS.MED.BR, 2011. Sertralina e mirtazapina podem não ajudar na depressão de pacientes com Alzheimer, segundo estudo publicado no The Lancet. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/225525/sertralina-e-mirtazapina-podem-nao-ajudar-na-depressao-de-pacientes-com-alzheimer-segundo-estudo-publicado-no-the-lancet.htm>. Acesso em: 21 nov. 2019.

Complementos

1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
3 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
4 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
5 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
6 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
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