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Vacina contra H1N1 pode causar narcolepsia em crianças, segundo informações da OMS

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
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Vacina contra H1N1 pode causar narcolepsia em crianças, segundo informações da OMS

Desde agosto de 2010, seguindo a disseminação de uso da vacina contra influenza (H1N1) em 2009, casos de narcolepsia, principalmente em crianças e adolescentes, foram reportados por pelo menos 12 países. Os casos foram mais frequentes na Suécia, Finlândia e Islândia.

A narcolepsia é uma condição neurológica rara que leva a pessoa a ter ataques de sono repentinos, a qualquer momento, e que podem acontecer em situações inusitadas. Há uma sonolência excessiva durante o dia, mesmo quando a pessoa dormiu bem à noite. Fatores genéticos estão envolvidos no seu aparecimento.

Segundo conclusões do The National Institute for Health and Welfare, da Finlândia, nas crianças e adolescentes de quatro a dezenove anos que receberam a vacina contra o H1N1, o risco de narcolepsia foi grande, entre 2009 e 2010, comparadas àquelas não vacinadas. A única vacina usada neste país foi a Pandemrix fabricada pela GlaxoSmithKline.

O The National Institute, na Finlândia, considera provável que a Pandemrix seja um dos fatores que esteja contribuindo para este aumento nos casos de narcolepsia e acredita que novos estudos são necessários para determinar outros cofatores que possam estar colaborando para o aumento do risco. O mais provável é que a vacina Pandemrix aumente o risco da doença naquelas pessoas geneticamente predispostas junto com algum outro, ainda desconhecido, fator genético e/ou ambiental.

O WHO's Global Advisory Committee on Vaccine Safety (GACVS) analisou os dados e continuará a acompanhar a situação de perto, disponibilizando atualizações sobre as informações obtidas.

Fonte: World Health Organization (WHO) e National Institute for Health and Welfare

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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