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Autoridades americanas aprovam pílula de dose diária contra a Aids

quinta-feira, 13 de julho de 2006
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Autoridades americanas aprovam pílula de dose diária contra a Aids

A primeira pílula que combina três medicamentos contra a Aids e deve ser tomada apenas uma vez ao dia acaba de ser aprovada  pelas autoridades norte-americanas. Atualmente, os pacientes precisam recorrer a coquetéis com várias drogas. O Atripla, que contém o Sustiva (da Bristol-Myers Squibb), o Viread e o Emtriva (ambos da Gilead) é mais um passo para facilitar o controle do vírus HIV nos pacientes, um processo que no passado chegou a incluir dezenas de comprimidos por dia.

Especialistas esperam que essa conveniente forma ajude os pacientes a manterem o tratamento e a serem pontuais na medicação, fatores importantes para evitar que o HIV desenvolva resistência às drogas.

As três drogas combinadas no Atripla são os medicamentos mais prescritos para pacientes no início do tratamento. Outras combinações estão sendo estudadas. Os laboratórios estimam que o Atripla custará cerca de U$1.150 por caixa (para 30 dias) e estará disponível nos EUA em sete dias úteis. O Viread e o Emtriva já aparecem em um único comprimido, o Truvada, que foi lançado no ano passado e deve vender 1 bilhão de dólares em 2006. Os três medicamentos da pílula funcionam bloqueando a transcriptase reversa, uma enzima da qual o HIV precisa para se replicar. A decisão de do FDA também permite que o comprimido fique disponível em um programa dos EUA para tratar a Aids em 15 países.

Como em outros remédios para a Aids, os pacientes podem desenvolver uma tolerância e precisarem de outra combinação. Os efeitos colaterais do Atripla podem incluir sonhos anormais, alucinações e problemas renais. Em grávidas, pode causar problemas congênitos.

Fonte: FDA

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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