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Ranibizumabe: aprovado pelo FDA para tratamento da degeneração macular relacionada à idade

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O Food and Drug Administratrion (FDA) aprovou o medicamento Lucentis® (ranibizumabe) para o tratamento da Degeneração Macular1 Relacionada à Idade (DMRI) na forma úmida. Estudos clínicos demonstraram que cerca de 95% dos pacientes tratados com o medicamento tiveram a progressão da doença interrompida. Além disso, 40% dos pacientes submetidos a um ano de tratamento apresentaram melhoria da visão2.

Lucentis® bloqueia a formação de vasos sangüíneos3 na região ocular, que levam à perda da visão central4. A DMRI é a principal causa de cegueira em pessoas acima de 55 anos, atingindo mais de 30 milhões de pessoas no mundo todo. O medicamento deve chegar ao mercado brasileiro no início de 2007.

Este medicamento não deve ser dado a pessoas alérgicas ao ranibizumabe ou aos outros ingredientes da fórmula e em caso de infecções5 nos olhos6 ou ao seu redor.

Os efeitos adversos possíveis são inflamações7 ou infecções5 oculares, descolamento de retina8, aumento da pressão ocular, sangramento nos olhos6, dentre outros.

Fonte: Food and Drug Administration

NEWS.MED.BR, 2006. Ranibizumabe: aprovado pelo FDA para tratamento da degeneração macular relacionada à idade. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/10446/ranibizumabe-aprovado-pelo-fda-para-tratamento-da-degeneracao-macular-relacionada-a-idade.htm>. Acesso em: 22 set. 2019.

Complementos

1 Degeneração macular: A degeneração macular destrói gradualmente a visão central, afetando a mácula, parte do olho que permite enxergar detalhes finos necessários para realizar tarefas diárias tais como ler e dirigir. Existem duas formas - úmida e seca. Na forma úmida, há crescimento anormal de vasos sanguíneos no fundo do olho, podendo extravasar fluidos que prejudicam a visão central. Na forma seca, que é a mais comum e menos grave, há acúmulo de resíduos do metabolismo celular da retina, aliado a graus variáveis de atrofia do tecido retiniano, causando uma perda visual central, de progressão lenta, podendo dificultar a realização de algumas atividades como ler e escrever ou a identificação de traços de fisionomia.
2 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
3 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
4 Visão central: Visão central é aquela na qual a imagem cai no centro da retina, em uma área chamada mácula. Esta visão é cheia de detalhes.
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Olhos:
7 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
8 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
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