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Misoprostol reduz complicações de aborto, segundo dados divulgados no periódico The Lancet

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O preparo cervical com misoprostol reduz cerca de um terço dos casos de complicações em abortos por aspiração a vácuo realizados no primeiro trimestre da gestação. As conclusões são de um ensaio multicêntrico randomizado1 publicado pelo The Lancet.

Há poucas informações disponíveis sobre a incidência2 de complicações em abortos por aspiração a vácuo realizados no primeiro trimestre da gestação, após preparo cervical com análogos das prostaglandinas3.

O estudo multicêntrico avaliou mulheres saudáveis que fizeram abortos no primeiro trimestre da gestação e que foram divididas aleatoriamente em grupos que usaram (2.485 mulheres para o grupo de misoprostol) ou não usaram (2.487 para o grupo do placebo4) análogos de prostaglandina5 antes da realização do aborto. Os grupos receberam uma administração vaginal de dois comprimidos de 200 mcg de misoprostol ou dois comprimidos de placebo4 três horas antes do aborto por aspiração a vácuo. O desfecho primário foi uma ou mais complicações da aspiração a vácuo (laceração cervical, perfuração uterina, aborto incompleto, re-evacuação uterina, doença inflamatória pélvica6 ou qualquer outro evento adverso grave).

Os resultados mostraram que o uso de 400 mcg de misoprostol, por via vaginal, para preparo cervical antes de um abortamento7 a vácuo pode reduzir a incidência2 de complicações em abortos realizados no primeiro trimestre da gestação.

Fonte: The Lancet, publicação online, de 8 de março de 2012

 

NEWS.MED.BR, 2012. Misoprostol reduz complicações de aborto, segundo dados divulgados no periódico The Lancet. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/288515/misoprostol-reduz-complicacoes-de-aborto-segundo-dados-divulgados-no-periodico-the-lancet.htm>. Acesso em: 28 jan. 2020.

Complementos

1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
6 Doença inflamatória pélvica: Infecção aguda que compromete o trato genital feminino (ovários, trompas de Falópio, útero). Manifesta-se por dor, febre e descarga purulenta pela vagina.
7 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
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