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Suplementação de magnésio, zinco e de vitaminas C e E pode ajudar na nefropatia diabética

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O Dr. Maryam Sadat Farvid, da Shaheed Beheshti University of Medical Sciences, Teerã, e colaboradores notaram em seus estudos indicações de que antioxidantes possam ajudar na nefropatia1 diabética. Há também evidências de que a depleção2 de magnésio está associada à microalbuminúria3.

Para investigar, os pesquisadores estudaram os efeitos das vitaminas C e E e de magnésio (Mg) e zinco (Zn) - combinação que tem efeitos sinérgicos de ação. Em um estudo duplo-cego4 randomizado5, 69 pacientes com diabetes tipo 26 foram divididos em 4 grupos. Cada grupo recebeu durante 3 meses:

  • grupo M (n=16), 200 mg Mg e 30 mg Zn;
  • grupo V (n = 18), 200 mg vitamina7 C and 100 UI vitamina7 E;
  • grupo MV (n = 17), minerais e vitaminas;
  • grupo P (n = 18), placebo8.

Os níveis de excreção urinária de albumina9 e a atividade da N-acetil-beta-glucosaminidase urinária foram medidos no início e no final do estudo.

Após 3 meses de suplementação10, os níveis de excreção urinária de albumina9, um marcador da função renal11, foram reduzidos no grupo V e MV (P = 0.034 e P = 0.005, respectivamente), mas não houve mudança significativa na atividade da N-acetil-beta-glucosaminidase urinária, indicando que não houve efeito na função renal11 tubular.

Os níveis das pressões sistólica, diastólica e média baixaram significativamente no grupo MV (P = 0.008, P = 0.017 e P = 0.009, respectivamente), assim como os níveis de glicose12 sangüínea (P = 0.035). Houve também um aumento do HDL colesterol13 e da apolipoproteína A1. Não houve diferença significativa nos níveis dos parâmetros nos outros 3 grupos.

Os pesquisadores concluíram que a suplementação10 com vitaminas C e E e a combinação de magnésio, zinco e vitaminas C e E melhora a função glomerular, mas não melhora a função dos túbulos renais nestes pacientes.

 

Fonte: Diabetes14 Care

NEWS.MED.BR, 2005. Suplementação de magnésio, zinco e de vitaminas C e E pode ajudar na nefropatia diabética. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/861/suplementacao-de-magnesio-zinco-e-de-vitaminas-c-e-e-pode-ajudar-na-nefropatia-diabetica.htm>. Acesso em: 23 out. 2021.

Complementos

1 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
2 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
3 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
4 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
5 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
6 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
7 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
8 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
9 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
10 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
13 HDL colesterol: Do inglês high-density-lipoprotein cholesterol, ou colesterol de alta densidade. Também chamado de bom colesterol.
14 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
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