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NEJM: aflibercept mostra-se superior ao bevacizumab e ranibizumab para tratar o edema macular diabético

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A eficácia e segurança do uso de aflibercept, bevacizumab e ranibizumab para o tratamento do edema macular1 diabético são desconhecidos. Em pesquisa realizada com o apoio da The Diabetic Retinopathy Clinical Research Network, em 89 centros clínicos, pesquisadores distribuíram aleatoriamente 660 adultos (idade média de 61 ± 10 anos), com edema macular1 diabético envolvendo o centro da mácula2, para receber aflibercept intravítreo na dose de 2,0 mg (224 participantes), bevacizumab a uma dose de 0,25 mg (218 participantes) ou ranibizumab numa dose de 0,3 mg (218 participantes). As medicações do estudo foram administradas a cada quatro semanas, de acordo com um algoritmo especificado no protocolo. O desfecho primário foi a alteração média da acuidade visual3 em um ano.

A partir da linha de base até um ano de seguimento, a média da pontuação na acuidade visual3 (variação de 0 a 100, com escores mais elevados indicando melhor acuidade visual3; uma pontuação de 85 é de aproximadamente 20/20) teve um aumento de 13,3 com o aflibercept, 9,7 com o bevacizumab e 11,2 com o ranibizumab. Embora a melhora tenha sido maior com o aflibercept do que com as outras duas drogas (P<0,001 para aflibercept vs bevacizumab e P=0,03 para aflibercept vs ranibizumab), isso não foi clinicamente significativo, porque a diferença foi influenciada pelos olhos4 com piores acuidades visuais no início do estudo (P<0,001 para a interação). Quando a pontuação inicial era de 78 a 69 (equivalente a cerca de 20/32 a 20/40 - 51% dos participantes), a melhora média foi de 8,0 com aflibercept, 7,5 com bevacizumab e 8,3 com ranibizumab (P>0,50 para cada comparação aos pares). Quando a pontuação inicial era inferior a 69 (cerca de 20/50 ou pior), a melhora média foi de 18,9 com o aflibercept, 11,8 com o bevacizumab e 14,2 com o ranibizumab (P<0,001 para aflibercept vs bevacizumab, P=0,003 para aflibercept vs ranibizumab e P=0,21 para ranibizumab vs bevacizumab). Não houve diferenças significativas entre os grupos de estudo nas taxas de eventos adversos graves (P=0,40), hospitalização (P=0,51), morte (P=0,72) ou de eventos cardiovasculares maiores (P=0,56).

Concluiu-se que o aflibercept intravítreo, bevacizumab ou ranibizumab melhoram a visão5 em olhos4 com edema macular1 diabético, com envolvimento central da mácula2, mas o efeito relativo depende da acuidade visual3 basal. Quando a perda de acuidade visual3 inicial era leve, não houve diferenças aparentes, em média, entre os grupos de estudo. Em níveis piores de acuidade visual3 inicial, o aflibercept foi mais eficaz na melhoria da visão5.

Fonte: The New England Journal of Medicine (NEJM), de 25 de fevereiro de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. NEJM: aflibercept mostra-se superior ao bevacizumab e ranibizumab para tratar o edema macular diabético. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/743982/nejm-aflibercept-mostra-se-superior-ao-bevacizumab-e-ranibizumab-para-tratar-o-edema-macular-diabetico.htm>. Acesso em: 14 out. 2019.

Complementos

1 Edema macular: Inchaço na mácula.
2 Mácula: Mácula ou mancha é uma lesão plana, não palpável, constituída por uma alteração circunscrita da cor da pele.
3 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
4 Olhos:
5 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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