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Alzheimer: perda de habilidades espaciais, como completar um quebra-cabeças ou localizar caminhos em um mapa, pode ser o primeiro sinal para o diagnóstico, segundo pesquisa publicada no Archives of Neurology

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Pesquisa publicada no Archives of Neurology mostra que a perda de memória pode não ser o primeiro sinal1 da doença de Alzheimer2. Ele pode estar representado pela perda de habilidades visuais e espaciais, como completar um quebra-cabeças ou localizar caminhos em um mapa, até três anos antes do diagnóstico3, segundo estudo da University of Kansas.

O estudo teve como base 444 pessoas, das quais 134 desenvolveram demência4. Em cada caso, os participantes fizeram uma bateria de testes de habilidades mentais, o que permitiu aos pesquisadores construírem modelos no computador que mostraram se estas habilidades declinam antes do diagnóstico3 de demência4.

A presente pesquisa pode ajudar no diagnóstico3 mais precoce da doença e permitir que intervenções que atuem rapidamente possam ser cruciais para a efetividade do tratamento futuro.

Os resultados mostraram que as habilidades visuais e espaciais – requeridas para perceber a distância entre objetos – começam a declinar agudamente três anos antes do diagnóstico3. No próximo ano, há uma queda geral das capacidades mentais, mas um declínio importante de perda de memória é registrado um ano antes do diagnóstico3 clínico.

Os pesquisadores disseram que uma estratégia que foque na perda de memória para diagnosticar a doença de Alzheimer5 é imperfeita e não demonstra as manifestações iniciais da doença.

Fonte: Archives of Neurology

NEWS.MED.BR, 2009. Alzheimer: perda de habilidades espaciais, como completar um quebra-cabeças ou localizar caminhos em um mapa, pode ser o primeiro sinal para o diagnóstico, segundo pesquisa publicada no Archives of Neurology. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/42308/alzheimer-perda-de-habilidades-espaciais-como-completar-um-quebra-cabecas-ou-localizar-caminhos-em-um-mapa-pode-ser-o-primeiro-sinal-para-o-diagnostico-segundo-pesquisa-publicada-no-archives-of-neurology.htm>. Acesso em: 15 nov. 2019.

Complementos

1 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
5 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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