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Gestação: cigarro e álcool estão associados ao desenvolvimento de sintomas psicóticos na adolescência, segundo artigo publicado no The British Journal of Psychiatry

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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Gestação: cigarro e álcool estão associados ao desenvolvimento de sintomas psicóticos na adolescência, segundo artigo publicado no The British Journal of Psychiatry

Cientistas ingleses estudaram e verificaram uma associação entre o uso de cigarro e álcool durante a gestação e o desenvolvimento de sintomas psicóticos na adolescência. O estudo prospectivo foi publicado no The British Journal of Psychiatry deste mês.

O estudo Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC) realizado  por cientistas do Departamento de Psicologia e Saúde do Instituto de Pesquisa da Universidade de Warnick (Department of Psychology and Health Research Institute), no Reino Unido, revela que o cigarro e o álcool usados durante a gestação estão associados a maior risco de psicopatologias na adolescência.

A pesquisa longitudinal com 6356 adolescentes mostrou que o uso de cigarro durante a gravidez está relacionado ao aumento do risco de sintomas psicóticos suspeitos e definitivos. O uso de álcool não mostrou uma associação linear, mas o efeito aconteceu quase que exclusivamente naqueles descendentes de mães que ingeriam mais de 21 drinks por semana. O uso materno de maconha não mostrou associação com sintomas psicóticos nesta avaliação.

O presente trabalho mostra que os fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos pode ter sua origem em etapas precoces do desenvolvimento. Estudos posteriores sobre como a exposição fetal no útero materno ao cigarro afetam as funções e o desenvolvimento cerebrais pode ajudar a entender a patogênese dos fenômenos psicóticos.

Fonte:  The British Journal of Psychiatry de outubro de 2009

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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