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Estudo inédito identifica que 15% das mulheres têm alteração genética que aumenta em 40% o risco de câncer de ovário, segundo artigo publicado na Nature Genetics

terça-feira, 4 de agosto de 2009
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Estudo inédito identifica que 15% das mulheres têm alteração genética que aumenta em 40% o risco de câncer de ovário, segundo artigo publicado na Nature Genetics

Pesquisa internacional de um grupo liderado por cientistas da Cancer Research UK Genetic Epidemiology Unit, na University of Cambridge e na University College London, estudou o genoma de 1810 mulheres com câncer de ovário e 2535 mulheres sem a doença no Reino Unido. O grupo analisou 2,5 milhões de variações nos pares cromossômicos para identificar erros de expressão ligados ao risco de câncer de ovário.

Os cientistas identificaram as “letras” genéticas – chamadas single nucleotide polymorfisms (SNPs), que quando expressadas de maneira um pouco diferente no DNA aumentam o risco de câncer de ovário em algumas mulheres. Isto é o resultado de 8 anos de investigações. Com a ajuda do International Ovarian Cancer Association Consortium (OCAC), eles irão analisar mais 7 mil mulheres com câncer de ovário e 10 mil mulheres sem a doença em todo o mundo para confirmar estes achados.

A região de risco para o câncer de ovário está localizada no cromossomo 9. Cada indivíduo possui 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. Quando esta alteração do DNA está presente em ambas as cópias do cromossomo 9, estima-se um aumento de 40% no risco de câncer de ovário, ou seja, 14 em 1000 mulheres – comparado a um risco de 10 em 1000. Aproximadamente 15% das mulheres estudadas no Reino Unido carregam esta variação nas duas cópias do cromossomo.

O risco para as mulheres que carregam a variação do DNA em apenas uma cópia do cromossomo está aumentada em 20% de 10 em 1000 para 12 em 1000. Aproximadamente 40% das mulheres estudadas carregam uma única cópia com a variação no DNA.

Estes achados podem ser o primeiro passo para identificar mulheres em maior risco de ter câncer no ovário e ajudar os médicos a diagnosticar este tumor em um estágio precoce, quando o tratamento é mais efetivo.

Os genes BRCA1 e BRCA2 são genes de alto risco para o câncer de mama e é sabido que podem aumentar o risco de câncer de ovário, mas falhas nesses genes são raras e provavelmente causam menos de cinco por cento de todos os casos de câncer de ovário. Estas falhas não são responsáveis por todos os riscos herdados para o câncer de ovário. É provável que o risco remanescente esteja de acordo com uma combinação de vários genes não identificados, os quais individualmente carregam um risco baixo a moderado. Com o presente estudo, os cientistas identificaram um deles. O objetivo é identificar os demais.

Fonte: Cancer Research UK

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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