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Aposentadoria tardia posterga o início de demência, segundo artigo do International Journal of Geriatric Psychiatry

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Em estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do King's College em Londres e publicado no International Journal of Geriatric Psychiatry, foram analisados dados de pacientes com Alzheimer1 para ver se o grau de escolaridade, o emprego e a idade de aposentadoria tinham efeito na idade do início dos sintomas2 desta doença. Neste grupo estudado, não foram observados efeitos da escolaridade ou do emprego, mas para os 382 homens que se aposentaram com idade mais avançada, os sintomas2 da doença também apareceram mais tarde. Um ano a mais trabalhado posterga a idade do início dos sintomas2 em cerca de 6 semanas.

Já foi demonstrado que aqueles com maior nível educacional geralmente desenvolvem sintomas2 de demência3 mais tarde, devido ao fato de aumentar as conexões neuronais e torná-las mais fortes com o exercício cerebral. Isto é conhecido como "reserva cognitiva".

Mais pesquisas precisam ser realizadas para saber os motivos que explicam as conclusões deste estudo. Pode ser que o estímulo intelectual que as pessoas mais velhas ganham no ambiente de trabalho ajude a evitar a doença.

Fontes:

Institute of Psychiatry

Alzheimer1's Research Trust

NEWS.MED.BR, 2009. Aposentadoria tardia posterga o início de demência, segundo artigo do International Journal of Geriatric Psychiatry. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/35418/aposentadoria-tardia-posterga-o-inicio-de-demencia-segundo-artigo-do-international-journal-of-geriatric-psychiatry.htm>. Acesso em: 15 set. 2019.

Complementos

1 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
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