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Enterovírus pode funcionar como gatilho no desenvolvimento de diabetes tipo 1 em crianças, segundo artigo da Diabetologia

segunda-feira, 16 de março de 2009
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Enterovírus pode funcionar como gatilho no desenvolvimento de diabetes tipo 1 em crianças, segundo artigo da Diabetologia

Artigo de cientistas britânicos, publicado na revista científica Diabetologia deste mês, mostra que o enterovírus pode ser um gatilho para o desenvolvimento de diabetes tipo 1 em crianças geneticamente predispostas a apresentar esta patologia.

Na pesquisa foram encontrados sinais de enterovírus (família de vírus que causa vômitos e diarreia) nas células beta do pâncreas - células produtoras de insulina - em 60% das crianças pesquisadas que tinham diabetes do tipo 1. Praticamente não foram encontrados estes sinais no grupo controle de crianças que não possuíam a doença.

Em 40% dos adultos pesquisados com diabetes tipo 2, foram encontrados sinais de infecção pelo vírus nas células produtoras de insulina, mostrando que os resultados podem não estar restritos ao tipo 1 da doença.

Os resultados do estudo sugerem que, em crianças com predisposição genética para o diabetes do tipo 1, infecções por enterovírus podem desencadear uma reação imunológica que inicia o desenvolvimento da doença.

Em relação ao diabetes de tipo 2, frequentemente associado à obesidade em adultos, os estudiosos especulam que a infecção possa afetar a habilidade de produção de insulina pelas células beta do pâncreas.

Este estudo é uma esperança para o desenvolvimento de uma vacina para a prevenção de alguns casos de diabetes, mas para isto são necessárias novas pesquisas para descobrir quais tipos de enterovírus podem servir de gatilho para a doença e como a infecção modifica o funcionamento das células pancreáticas.


Fonte: Diabetologia de março de 2009

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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