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Consumo de refrigerante associado ao risco de doença coronariana, em artigo divulgado pelo periódico Circulation

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Sabe-se que o consumo de bebida adoçada com açúcar1 está associado ao ganho de peso e ao risco de desenvolver diabetes mellitus2 tipo 2. Mas poucos estudos têm avaliado a relação dessas bebidas com as doenças coronarianas ou com alterações de biomarcadores. O papel das bebidas adoçadas artificialmente também ainda não está claro.

Foi realizado um estudo de coorte3 prospectivo4 incluindo 42.883 homens. Associações do consumo de bebidas adoçadas com açúcar1 (refrigerantes, por exemplo) e de bebidas adoçadas artificialmente (refrigerantes diet, por exemplo) com doença foram examinadas utilizando modelos de riscos proporcionais.

Os participantes que mais ingeriam bebidas adoçadas com açúcar1 tiveram um risco 20% maior para doenças coronarianas do que aqueles que menos consumiam essas bebidas, após os ajustes necessários para analisar os dados. O consumo de bebidas adoçadas artificialmente não foi significativamente associado à doença arterial coronariana. A ingestão de bebidas adoçadas com açúcar1, mas não de bebidas adoçadas artificialmente, foi significativamente associada ao aumento de triglicérides5, proteína C reativa, interleucina-6, fator de necrose6 tumoral R1 e Fr2, diminuição do HDL7 e da leptina8 (valores de p <0,02).

Concluiu-se que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar1 estava associado com aumento do risco de doença coronariana9 e com algumas mudanças adversas nos lipídios, fatores inflamatórios e leptina8. O consumo de bebidas adoçadas artificialmente não foi associado ao risco de doença coronariana9 ou de alterações nas dosagens de biomarcadores.

Fonte: Circulation, publicação online, de 12 de março de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. Consumo de refrigerante associado ao risco de doença coronariana, em artigo divulgado pelo periódico Circulation. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/290585/consumo-de-refrigerante-associado-ao-risco-de-doenca-coronariana-em-artigo-divulgado-pelo-periodico-circulation.htm>. Acesso em: 22 nov. 2019.

Complementos

1 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
2 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
3 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
4 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
5 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
6 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
7 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
8 Leptina: Proteína secretada por adipócitos que age no sistema nervoso central promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar o eixo hipotalâmico-hipofisário e regular mecanismos neuroendócrinos. Do grego leptos = magro.
9 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
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Complementos

23/03/2012 - Complemento feito por marcos
Re: Consumo de refrigerante associado ao risco de doença coronariana, em artigo divulgado pelo periódico Circulation
O consumo exagerado de qualquer classe de biomoléculas, não será aproveitado pelo nosso organismo, no caso deste artigo, estamos falando de açúcares, mais precisamente a sacarose, que é um carbohidrato, molécula cuja função primordial é fornecer energia para nossas células de forma quase imediata.

A sacarose, ao ser ingerida, é convertida principalmente em glicose em nossas células , que é utilizada como fonte de energia para nossas funções vitais, porém , se consumida em excesso, outras vias metabólicas , convertem a quantidade de glicose não utilizada, em moléculas de gordura, pois nossas vias metabólicas , convertem os carbohidratos e proteínas não utilizadas em moléculas energéticas de estoque, no nosso caso em lipídeos ou gorduras, principalmente naquelas localizadas em redor dos órgãos e no interior de alguns deles, como no caso do fígado.

Portanto, o consumo excessivo, de qualquer classe de biomoléculas, e especialmente os açúcares, certamente , irão se converter em gorduras deletérias a saúde, principalmente do sistema cardiovascular, onde as gorduras formadas em nossas células , podem se depositar nas paredes das artérias e causar doenças isqêmicas como infartes do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

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