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Beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão diet, aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica

quinta-feira, 26 de julho de 2007
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Beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão diet, aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica

Estudo publicado na revista Circulation revela que o hábito de beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão diet, pode estar associado a um aumento dos fatores de risco para a síndrome metabólica. O consumo de refrigerantes já foi associado ao risco de obesidade em crianças e adolescentes, mas não estava claro se este hábito aumentava o risco de desenvolver síndrome metabólica em indivíduos de meia idade.

 

O estudo coordenado por Ramachandran Vasan, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston, relata que, observando apenas os indivíduos livres da síndrome metabólica (6.039 dos indivíduos acompanhados no estudo), o consumo diário de um ou mais refrigerantes foi associado a um risco 44% maior de desenvolvimento da síndrome durante um período de quatro anos.

 

A síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com resistência à insulina e obesidade abdominal. A associação desta síndrome com doença cardiovascular aumenta a mortalidade geral em cerca de 2 vezes e a mortalidade cardiovascular em 3 vezes.

 

Os indivíduos portadores de três ou mais dos seguintes critérios devem ser considerados como portadores de síndrome metabólica:

 

  • Obesidade abdominal (visceral), medida ao nível médio do abdome: cintura maior que 102cm em homens e maior que 88cm em mulheres;

  • Hipertrigliceridemia maior que 150 mg/dL;

  • HDL colesterol menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres;

  • Hipertensão arterial sistêmica maior que 135/85 mmHg;

  • Glicemia de jejum maior que 100 mg/dL

 

Fonte: Circulation

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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