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Peixe pode evitar danos renais em diabéticos: American Journal of Kidney Diseases

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Estudo publicado na revista American Journal of Kidney Diseases mostrou que o consumo de peixe e de óleo de peixe por diabéticos ajuda a evitar o aparecimento da macroalbuminúria1 e conseqüentes danos renais nestes pacientes.

Para avaliar o benefício potencial do consumo de peixe e de óleo de peixe e sua a relação com a albuminúria2 em indivíduos diabéticos e não diabéticos, foram estudados 22.384 homens e mulheres dos quais 517 eram diabéticos e 21.867 não tinham a doença.

A prevalência3 de microalbuminúria4 foi de 22,6% nos participantes com diabetes5 e de 11,4% nos participantes sem diabetes5. A prevalência3 da macroalbuminúria1 foi de 8,3% e 0,6%, respectivamente. O consumo de peixe mostrou associação com menor risco de macroalbuminúria1 nos participantes com diabetes5. Esta associação não foi observada em diabéticos com microalbuminúria4 ou na população não diabética. Há uma relação significativa entre diabetes5 e o consumo de peixe. De 1 a 2 porções por semana (P=0,03) e mais de 2 porções por semana (P=0,007), para o risco de ter macroalbuminúria1.

Embora os diabéticos sejam orientados a reduzir a ingestão de proteínas6 para evitar as complicações renais da doença, este estudo sugere benefício no consumo de peixe. Este tipo de alimento parece prevenir danos renais, melhorando o controle glicêmico e o perfil lipídico7 dos pacientes diabéticos.

Outros estudos prospectivos precisam ser realizados para confirmar este achado.

Fonte: American Journal of Kidney Diseases de Novembro de 2008

NEWS.MED.BR, 2008. Peixe pode evitar danos renais em diabéticos: American Journal of Kidney Diseases. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/26980/peixe-pode-evitar-danos-renais-em-diabeticos-american-journal-of-kidney-diseases.htm>. Acesso em: 16 out. 2019.

Complementos

1 Macroalbuminúria: Macroalbuminúria ou nefropatia clínica, também conhecida como fase de proteinúria. Nesta fase, os pacientes apresentam excreção urinária de albumina maior ou igual a 200 microgramas por minuto ou proteinúria maior ou igual a 500 mg em 24 horas.
2 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
3 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
4 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
7 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.

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