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Ultrassom de alta frequência na dermatologia permite enxergar além da superfície da pele

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Estudos recentes destacam que a ultrassonografia1 de alta resolução e alta frequência (≥15 MHz, tipicamente entre 20-25 MHz) é cada vez mais utilizada em dermatologia para a visualização não invasiva e em tempo real das estruturas e patologias da pele2.

As aplicações incluem o diagnóstico3, a caracterização e o tratamento de cânceres de pele2 (como carcinoma4 basocelular, carcinoma4 espinocelular e melanoma5), em que a ultrassonografia1 pode delinear as margens da lesão6, avaliar a profundidade e prever a espessura de Breslow no melanoma5, auxiliando no planejamento cirúrgico e no estadiamento.

Além disso, protocolos padronizados, incorporando modos de escala de cinza, Doppler colorido/de potência e Doppler espectral, melhoraram a precisão diagnóstica e a reprodutibilidade para doenças inflamatórias (por exemplo, hidradenite supurativa, morfeia), distúrbios das unhas7 e complicações estéticas. Esses protocolos facilitam a detecção precoce de lesões8 subclínicas, orientam as decisões terapêuticas e apoiam a avaliação comparativa na patologia9 das unhas7.

A ultrassonografia1 também é valiosa para monitorar a resposta ao tratamento em condições inflamatórias, mapear anomalias vasculares10 e avaliar o envelhecimento da pele2 por meio de parâmetros como espessura e ecogenicidade. Ela é cada vez mais utilizada para avaliar a eficácia de intervenções e produtos cosméticos.

Apesar de suas vantagens (custo-benefício, segurança e imagens em tempo real), ainda existem limitações, incluindo a dependência do operador, a variabilidade na medição e os desafios na detecção de lesões8 minúsculas. As pesquisas em andamento se concentram em aprimorar ainda mais a resolução da imagem, padronizar os parâmetros de diagnóstico3 e integrar a ultrassonografia1 com modalidades complementares para uma avaliação abrangente da pele2.

Dessa forma, a ultrassonografia1 em dermatologia está evoluindo rapidamente, com aplicações clínicas, cirúrgicas e de pesquisa em expansão, impulsionadas pelos avanços na tecnologia e na padronização de protocolos.

Leia sobre "A pele2 e seus anexos11", "Ultrassonografia1: como é este exame" e "Ultrassom terapêutico - o que é".

Dois estudos de revisão, publicados no Journal of The European Academy of Dermatology & Venereology (2024) e no Journal of Cutaneous Medicine and Surgery (2021), avaliaram as aplicações mais comuns da ultrassonografia1 no campo da dermatologia. A seguir apresentamos os resumos desses artigos.

Enxergando além da superfície da pele2: ultrassonografia1 de alta resolução em dermatologia — uma revisão abrangente e perspectivas futuras

A ultrassonografia1 de alta resolução (HRUS), operando em frequências de 20 a 25 MHz, é uma ferramenta de imagem não invasiva que oferece aos dermatologistas a capacidade de visualizar estruturas abaixo da superfície da pele2. O objetivo desta revisão foi apresentar uma visão12 geral abrangente das aplicações da HRUS, enfatizando sua utilidade no diagnóstico3, caracterização e manejo de diversas condições dermatológicas.

Realizou-se uma revisão abrangente da literatura sobre a aplicação dermatológica da HRUS nas bases de dados Medline, Embase e Cochrane Library, incorporando também a própria experiência clínica dos pesquisadores, de mais de 16 anos com a ferramenta.

Na pele2 normal, a epiderme13 e a derme14 são hiperecoicas, e a camada subcutânea15 é hipoecoica. Os carcinomas basocelulares aparecem hipoecoicos com margens irregulares, enquanto a presença de corpos de inclusão hiperecoicos sugere patologia9 agressiva.

Os carcinomas espinocelulares representam desafios devido aos artefatos de sombra acústica causados pelo espessamento do estrato córneo.

Os melanomas são lesões8 hipoecoicas homogêneas, e a HRUS é utilizada para prever com precisão a espessura de Breslow.

A revisão concluiu que a HRUS oferece aos dermatologistas um valioso complemento ao exame clínico tradicional. Futuros avanços na resolução da imagem e a padronização dos parâmetros diagnósticos podem expandir ainda mais sua utilidade.

Visão12 geral das aplicações da ultrassonografia1 em dermatologia

Resumo

A visualização completa das lesões8 é fundamental para o diagnóstico3 e tratamento precisos de doenças dermatológicas. Atualmente, as tecnologias mais acessíveis e utilizadas por dermatologistas incluem a dermatoscopia e a fotografia.

No entanto, a ultrassonografia1 tem se destacado como uma modalidade não invasiva útil em dermatologia, que pode ser adicionada ao exame clínico, auxiliando em um diagnóstico3 precoce e mais preciso.

Além disso, avanços tecnológicos significativos nos últimos anos, como o desenvolvimento de dispositivos portáteis e transdutores de ultra-alta frequência, ampliaram a integração da ultrassonografia1 na prática dermatológica diária.

Neste artigo, revisou-se as aplicações mais comuns da ultrassonografia1 na área da dermatologia.

Introdução

Nos últimos anos, o uso da ultrassonografia1 (US) em dermatologia expandiu-se e ganhou popularidade. O ultrassom de alta frequência (HFUS), com comprimento de onda ≥15 megahertz (MHz), permite uma visualização de alta resolução das camadas da pele2 com profundidade suficiente para capturar toda a espessura da pele2.

O US é uma modalidade de imagem segura que utiliza ondas acústicas para atravessar a pele2; os ecos refletidos pelos diferentes tecidos cutâneos retornam ao transdutor, formando uma imagem visual. A ecogenicidade de cada estrutura da pele2 é determinada por sua densidade, que afeta a velocidade da onda acústica ao atravessá-la. As principais fontes de ecogenicidade nas camadas da pele2 são os queratinócitos16 na epiderme13, o colágeno17 na derme14 e a gordura18 no tecido subcutâneo19.

A 15-20 MHz, as camadas normais da pele2 não glabra (pele2 pilosa) aparecem como uma linha epidérmica hiperecoica, seguida por uma faixa dérmica hiperecoica e por uma camada subcutânea15 hipoecoica muito mais espessa. Na pele2 glabra das palmas das mãos20 e plantas dos pés, a epiderme13 apresenta-se como uma estrutura bilaminar hiperecoica, devido a um estrato córneo mais espesso.

O ultrassom Doppler colorido é uma aplicação do ultrassom que permite a visualização em tempo real do fluxo sanguíneo, que aumenta na neoangiogênese, em tumores e em inflamações21.

Estudo anterior propôs diretrizes para padronizar a realização de exames de ultrassonografia1 em dermatologia. Ele recomenda uma frequência mínima de 15 MHz, a realização de no mínimo 300 exames de pele2 por médico anualmente para garantir a competência, e o uso rotineiro do ultrassom Doppler colorido para avaliar a vascularização.

O ultrassom tem a vantagem de ser não invasivo e de baixo custo em comparação com outras técnicas de imagem, como a ressonância magnética22 (RM). Possui uma resolução axial maior do que a RM e a tomografia computadorizada23. A resolução axial do ultrassom pode variar de 100 µm a 15 MHz a 30 µm, o que se aproxima da menor magnificação da histologia.

As principais aplicações do ultrassom em dermatologia são o estudo de tumores benignos e malignos, patologia9 das unhas7, dermatoses inflamatórias e a redução de complicações em procedimentos estéticos. Além disso, não utiliza radiação e pode ajudar a evitar biópsias24 de pele2, o que é especialmente útil na população pediátrica.

As limitações do US incluem a incapacidade de detectar lesões8 que medem <0,1 mm a 15 MHz e <0,03 mm a 70 MHz ou lesões8 maculares intraepidérmicas, como lentigos solares e máculas25 café com leite.

Com o crescente interesse em tecnologia, especialmente em ferramentas não invasivas à beira do leito, apresentou-se essa revisão atualizada do uso da ultrassonografia1 em dermatologia. Pesquisou-se nas bases de dados MEDLINE, EMBASE e Cochrane Central Register desde suas respectivas datas de criação até 4 de janeiro de 2020. A pesquisa incluiu palavras-chave relacionadas ao ultrassom e doenças cutâneas26 que geralmente necessitam de investigação adicional, como biópsia27 de pele2 ou exames de imagem.

Nesta revisão, as condições dermatológicas foram divididas em tumores benignos, seguidos por lesões8 vasculares10, tumores malignos, condições inflamatórias, doenças do cabelo28, doenças das unhas7 e material exógeno.

Saiba mais sobre "Câncer29 de pele2", "Melanoma5", "Pintas na pele2" e "Discromias da pele2".

Resultados

Tumores benignos

» Cisto epidérmico

  • Cisto íntegro: lesão6 arredondada bem delimitada, anecoica/hipoecoica na derme14/subcutâneo30; pode haver bandas anecoicas (cristais de colesterol31) e realce acústico posterior.
  • Cisto roto: contornos mal definidos, forma irregular/lobulada e hiperfluxo periférico; pode-se ver banda anecoica/hipoecoica superficial correlacionando-se com o ponto (punctum) clínico.

» Pilomatricoma

  • US frequentemente mostra padrão “alvo”: halo hipoecoico com centro hiperecoico calcificado; há classificações por padrões (calcificado total/parcial, complexo, pseudocisto, pseudotumoral). Pontos hiperecoicos (calcificações) e ecos puntiformes (queratina/material proteico) são sinais32 sugestivos.

Lesões8 vasculares10

» Hemangiomas infantis

  • Aspecto varia por fase: proliferativa (massa sólida hipoecoica e hipervascular, com fluxo arterial/venoso e possíveis shunts33), involução parcial (ecogenicidade mista e vascularidade intermediária) e involuída (mais hiperecoica, hipovascular, com componente fibroadiposo).

 Malformações34 vasculares10

  • Classificação alto fluxo (arterial/arteriovenosa) vs baixo fluxo (venosa/capilar35/linfática). US pode mostrar túbulos/lacunas anecoicas; Doppler + espectral ajudam a definir tipo e velocidade do fluxo (arterial com padrão sistólico/diastólico; venoso monofásico; capilar35/linfático36 sem fluxo).
  • Malformação37 arteriovenosa: fluxo venoso “arterializado” turbulento. Malformação37 venosa pode ter trombose38 intralesional39; flebólitos geram sombra acústica, ajudando a diferenciar de hemangioma profundo.

Tumores malignos

 Melanoma5

  • Evidência de utilidade para medir espessura tumoral pré-operatória com boa correlação com histologia (Breslow) e boa reprodutibilidade; pode reduzir necessidade de reabordagem cirúrgica em alguns fluxos.
  • Lesões8 satélites/em trânsito: nódulos subcutâneos hipoecoicos e hipervasculares; US pode detectar metástases40 clinicamente ocultas.
  • Limitação: não diferencia bem nevos41 vs melanoma5 e é menos confiável para lesões8 muito superficiais/epidérmicas; atua como complemento à dermatoscopia.

» Cânceres de pele2 não melanoma5 (carcinoma4 basocelular e carcinoma4 espinocelular)

  • Para CBC/CEC, US pode estimar espessura tumoral e auxiliar no planejamento pré-operatório, mas a acurácia varia (dependência de treinamento).
  • Carcinoma4 basocelular: presença de pontos hiperecoicos intralesionais é altamente sugestiva; quantidade (ex.: ≥7) pode indicar subtipo histológico42 de maior risco de recorrência43.

» Dermatofibrossarcoma protuberante

  • HFUS pode mostrar imagem “medusa”: corpo dérmico hipoecoico oval com projeções tipo tentáculos/pseudópodes no subcutâneo30; pode haver áreas hiperecoicas (infiltrado estromal) e aumento de vascularidade ao Doppler, apoiando diagnóstico3 e planejamento cirúrgico.

Condições inflamatórias

» Hidradenite supurativa

  • US ajuda a diagnosticar, estadiar e medir atividade, identificando achados profundos/subclínicos (fístulas44, coleções).
  • “Lesões-chave”: folículos dilatados, pseudocistos, coleções e fístulas44; Doppler estima atividade inflamatória. Pode reclassificar gravidade e mudar conduta (inclusive de clínica para cirúrgica).
  • Há propostas de relato padronizado (tipo/extensão de lesões8 e vascularidade).

 Esclerose45 sistêmica e morfeia

  • Doppler avalia atividade; US diferencia fase inflamatória vs atrófica46 (relevante para prognóstico47/conduta).
  • Morfeia ativa: derme14 mais espessa com menor ecogenicidade + subcutâneo30 mais ecogênico e aumento de fluxo; fase atrófica46 apresenta redução de espessura e ausência de fluxo.
  • Calcinoses: foco subcutâneo30 hiperecoico com sombra acústica posterior. US também pode avaliar extensão de úlceras48 e, em esclerose45 sistêmica, estimar pele2 endurecida com potencial superioridade ao escore clínico.

» Paniculite

  • US pode diferenciar septal vs lobular:
    • Lobular: hiperecogenicidade difusa dos lóbulos de gordura18.
    • Septal: espessamento hipoecoico dos septos entre lóbulos adiposos hiperecoicos.

Doenças dos pelos/cabelos (doenças capilares49)

  • Tricoscopia é superficial; US pode ajudar a avaliar inflamação50/fibrose51 perifolicular (atividade/gravidade).
  • Pelo normal: terminal (escálpeo) com aspecto trilaminar hiperecoico (medula52 + córtex/cutícula53); pelo corporal/vellus com aspecto bilaminar sem medula52.
  • Frequências convencionais (15-18 MHz) têm limitação; transdutores ultra-alta frequência (até ~70 MHz) permitem visualizar folículos individualmente e podem apoiar métricas (densidade, diâmetro, razão anágeno/telógeno) e padrões, como na alopecia54 androgenética.

Doenças das unhas7 (onicopatias)

  • US pode reduzir necessidade de biópsia27 ungueal55 (dolorosa e com risco de dano permanente), com foco em tumores, inflamação50 e alterações de crescimento.

 Tumor56 glômico

  • Nódulo57 hipoecoico oval no leito ungueal55, com possível escavação da falange58 distal59; frequentemente hipervascular ao Doppler.

 Exostose60 subungueal

  • Estrutura hiperecoica em “faixa”, com sombra acústica posterior, contínua com a cortical óssea subjacente.

» Onicocriptose

  • Fragmento61 bilaminar hiperecoico na região periungueal e tecido62 adjacente hipoecoico inflamatório; Doppler pode mostrar hiperemia63 variável.

Material exógeno (corpos estranhos e preenchedores)

  • Útil para corpos estranhos e preenchedores: corpos estranhos aparecem como linhas hiperecoicas com halo hipoecoico (reação/granuloma64), ajudando na localização para remoção.
  • Também pode identificar tipos comuns de preenchedores e apoiar manejo de complicações (granuloma64/inflamação50).
Veja também sobre "Procedimentos estéticos", "Intradermoterapia" e "Doppler: como é este exame".

Conclusão

A ultrassonografia1 é uma modalidade não invasiva útil na área da dermatologia, capaz de fornecer informações cruciais que complementam o exame clínico. Ela permite avaliar com precisão a gravidade e a atividade de diversas dermatoses inflamatórias. Também é útil no diagnóstico3 e planejamento pré-operatório de tumores de pele2. Além disso, pode reduzir a necessidade de biópsia27 cutânea65 em algumas situações, o que é especialmente útil na população pediátrica e em distúrbios das unhas7 e do cabelo28.

 

Fontes:
Journal of The European Academy of Dermatology & Venereology, Vol. 38, Nº 7, em julho de 2024.
Journal of Cutaneous Medicine and Surgery, Vol. 25, Nº 5, em setembro/outubro de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2026. Ultrassom de alta frequência na dermatologia permite enxergar além da superfície da pele. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1499315/ultrassom-de-alta-frequencia-na-dermatologia-permite-enxergar-alem-da-superficie-da-pele.htm>. Acesso em: 29 jan. 2026.

Complementos

1 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
5 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
6 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
7 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
8 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
9 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
10 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
11 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
12 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
13 Epiderme: Camada superior ou externa das duas camadas principais da pele.
14 Derme: Camada interna das duas principais camadas da pele. A derme é formada por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, nervos, folículos pilosos e outras estruturas. É constituída por uma fina camada superior que é a derme papilar e uma camada mais grossa, mais baixa, que é a derme reticular.
15 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
16 Queratinócitos: Queratinócitos ou ceratinócitos são células diferenciadas do tecido epitelial (pele) e invaginações da epiderme para a derme (como os cabelos e unhas) de animais terrestres responsáveis pela síntese da queratina.
17 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
18 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
19 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
20 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
21 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
22 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
23 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
24 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
25 Máculas: Máculas ou manchas são lesões planas, não palpáveis, constituídas por uma alteração circunscrita da cor da pele.
26 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
27 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
28 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
29 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
30 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
31 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
32 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
33 Shunts: 1. Em cirurgia, é o desvio de depósitos de líquido para uma estrutura que o absorva ou o excrete. O shunt é feito por meio da criação de uma fístula ou de um dispositivo mecânico. 2. Em patologia, é a passagem anormal de sangue de uma cavidade para outra. 3. Em eletricidade, é o condutor que liga dois pontos num circuito elétrico e forma um caminho paralelo ou alternativo através do qual parte da corrente pode passar.
34 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
35 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
36 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
37 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
38 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
39 Intralesional: Dentro da lesão.
40 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
41 Nevos: Popularmente conhecidos como ”pintas” ou sinais de nascença”. São manchas na pele que podem ser uma lesão plana ou elevada, pigmentada (de cor marrom, cinza, azul ou preto) ou não e podem apresentar potencial de malignização dependendo do tipo.
42 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
43 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
44 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
45 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
46 Atrófica: Relativa à atrofia, atrofiada. Que atrofia; que mingua, atrofiador, atrofiante. Que se torna mais debilitada e menos intensa.
47 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
48 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
49 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
50 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
51 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
52 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
53 Cutícula: 1. Na anatomia geral, é uma pequena porção de pele enrijecida, como a que está presente no contorno das unhas; pele da unha, pelinha. 2. Na anatomia botânica, é a camada de material graxo, cutina, mais ou menos impermeável, presente na parede externa das células epidérmicas das partes aéreas das plantas. 3. Na anatomia zoológica, é a camada externa, não celular, que recobre o corpo dos artrópodes.
54 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
55 Ungueal: Relativo ou pertencente à unha, garra ou casco, ou que a eles se assemelha.
56 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
57 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
58 Falange: Na anatomia, diz-se do pequeno osso tubular que constitui o esqueleto dos dedos e dos artelhos.
59 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
60 Exostose: Em fitopatologia, é uma protuberância lenhosa, de caráter patológico, no tronco de uma árvore. Já em ortopedia e reumatologia, se refere ao crescimento ósseo projetado para fora da superfície de um osso, geralmente sob a forma de ossificação das inserções musculares.
61 Fragmento: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
62 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
63 Hiperemia: Congestão sanguínea em qualquer órgão ou parte do corpo.
64 Granuloma: Formação composta por tecido de granulação que se encontra em processos infecciosos e outras doenças. É, na maioria das vezes, reacional a algum tipo de agressão (corpo estranho, ferimentos, parasitas, etc.).
65 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
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