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Dulaglutida uma vez por semana para o tratamento de jovens com diabetes tipo 2 melhorou o controle glicêmico

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A incidência1 de diabetes mellitus2 tipo 2 está aumentando entre os jovens. O tratamento uma vez por semana com dulaglutida, um agonista3 do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon4 (GLP-1), pode ter eficácia no controle glicêmico em jovens com diabetes tipo 25.

Leia sobre "Diabetes Mellitus2" e "Diabetes6 na adolescência".

Em um estudo duplo-cego7, controlado por placebo8, de 26 semanas, com resultados publicados no The New England Journal of Medicine, designou-se aleatoriamente participantes (10 a <18 anos de idade; índice de massa corporal9 [IMC10], >85º percentil) sendo tratados apenas com modificações no estilo de vida ou com metformina11, com ou sem insulina12 basal, na proporção de 1:1:1 para receber injeções subcutâneas de placebo8 uma vez por semana, dulaglutida na dose de 0,75 mg ou dulaglutida na dose de 1,5 mg.

Os participantes foram então incluídos em um estudo de extensão aberto de 26 semanas no qual aqueles que receberam placebo8 começaram a receber dulaglutida em uma dose semanal de 0,75 mg.

O desfecho primário foi a alteração da linha de base no nível de hemoglobina glicada13 em 26 semanas. Os desfechos secundários incluíram um nível de hemoglobina glicada13 inferior a 7,0% e alterações da linha de base na concentração de glicose14 em jejum e no IMC10. A segurança também foi avaliada.

Um total de 154 participantes foram randomizados. Em 26 semanas, o nível médio de hemoglobina glicada13 aumentou no grupo placebo8 (0,6 pontos percentuais) e diminuiu nos grupos dulaglutida (-0,6 pontos percentuais no grupo de 0,75 mg e -0,9 pontos percentuais no grupo de 1,5 mg, P <0,001 para ambas as comparações versus placebo8).

Em 26 semanas, uma porcentagem maior de participantes nos grupos de dulaglutida agrupados do que no grupo placebo8 tinha um nível de hemoglobina glicada13 inferior a 7,0% (51% vs. 14%, P <0,001).

A concentração de glicose14 em jejum aumentou no grupo placebo8 (17,1 mg por decilitro) e diminuiu nos grupos de dulaglutida (-18,9 mg por decilitro, P <0,001), e não houve diferenças entre os grupos na mudança no IMC10.

A incidência1 de eventos adversos gastrointestinais foi maior com a terapia com dulaglutida do que com placebo8. O perfil de segurança da dulaglutida foi consistente com o relatado em adultos.

O estudo concluiu que o tratamento com dulaglutida na dose de 0,75 mg ou 1,5 mg uma vez por semana foi superior ao placebo8 na melhora do controle glicêmico em 26 semanas entre os jovens com diabetes tipo 25 que estavam sendo tratados com ou sem metformina11 ou insulina12 basal, sem efeito no IMC10.

Veja também sobre "O que afeta o comportamento da glicemia15" e "Opções de tratamentos para o diabetes6".

 

Fonte: The New England Journal of Medicine, publicação em 04 de junho de 2022.

 

NEWS.MED.BR, 2022. Dulaglutida uma vez por semana para o tratamento de jovens com diabetes tipo 2 melhorou o controle glicêmico. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1419035/dulaglutida-uma-vez-por-semana-para-o-tratamento-de-jovens-com-diabetes-tipo-2-melhorou-o-controle-glicemico.htm>. Acesso em: 15 ago. 2022.

Complementos

1 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
2 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
3 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
4 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
5 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
6 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
7 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
8 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
9 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
10 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
11 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
12 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
13 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
14 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
15 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
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