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Pessoas com diabetes tipo 1 e transtornos alimentares têm riscos consideravelmente aumentados de cetoacidose diabética e morte

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Uma pesquisa publicada na revista Diabetes1 Care buscou determinar o risco de cetoacidose diabética2 (CAD) e mortalidade3 por todas as causas entre adolescentes e adultos jovens com diabetes tipo 14 com e sem transtorno alimentar.

Com o uso de dados administrativos de saúde5 em nível populacional cobrindo toda a população de Ontário, Canadá, todas as pessoas com diabetes tipo 14 com idade entre 10 e 39 anos em janeiro de 2014 foram identificadas.

Indivíduos com histórico de transtornos alimentares foram pareados por idade e sexo na proporção 10:1 com indivíduos sem transtornos alimentares. Todos os indivíduos foram acompanhados por 6 anos para visitas ao departamento de emergência6 / hospitalização por CAD e para todas as causas de mortalidade3.

Foram estudadas 168 pessoas com transtornos alimentares e 1.680 pessoas de mesma idade e sexo sem transtornos alimentares. Entre adolescentes e adultos jovens com diabetes tipo 14, 168 (0,8%) tinham histórico de transtornos alimentares.

A incidência7 bruta de CAD foi de 112,5 por 1.000 pacientes-ano em pessoas com transtornos alimentares contra 30,8 em pessoas sem transtornos alimentares. Após o ajuste para diferenças basais, a razão de risco de subdistribuição para comparação de pessoas com e sem transtornos alimentares foi de 3,30 (IC 95% 2,58-4,23; P <0,0001).

A mortalidade3 por todas as causas foi de 16,0 por 1.000 pessoas-ano para pessoas com transtornos alimentares versus 2,5 para pessoas sem transtornos alimentares. A razão de risco ajustada foi de 5,80 (IC 95% 3,04-11,08; P <0,0001).

A pesquisa concluiu que adolescentes e adultos jovens com diabetes1 tipo 1 e transtornos alimentares têm mais do que o triplo do risco de cetoacidose diabética2 e quase seis vezes mais risco de morte em comparação com seus pares sem transtornos alimentares.

Leia sobre "Cetoacidose diabética2", "Visão8 geral de alguns transtornos alimentares" e "Quatro vezes mais anos de vida perdidos para diabetes tipo 14 do que para diabetes tipo 29".

 

Fonte: Diabetes1 Care, publicação em 25 de junho de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2021. Pessoas com diabetes tipo 1 e transtornos alimentares têm riscos consideravelmente aumentados de cetoacidose diabética e morte. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1397560/pessoas-com-diabetes-tipo-1-e-transtornos-alimentares-tem-riscos-consideravelmente-aumentados-de-cetoacidose-diabetica-e-morte.htm>. Acesso em: 17 out. 2021.

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
9 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
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