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Retinopatia diabética recém-diagnosticada mais avançada aumenta o risco de cegueira entre pacientes com diabetes

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Estudo publicado pelo periódico Diabetes1 Care teve como objetivo avaliar a associação entre a gravidade da retinopatia diabética2 (RD) inicial e o risco de cegueira em pacientes com RD recém-diagnosticada e boa visão3 nos EUA.

Saiba mais sobre "Retinopatia diabética2" e "Deficiência visual".

O estudo de coorte4 retrospectivo5 avaliou pacientes adultos com boa visão3 (20/40 ou melhor) e RD recém-diagnosticada entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017 (data índice) no American Academy of Ophthalmology’s Intelligent Research in Sight (IRIS6) Registry.

A exposição primária de interesse foi a gravidade da RD na data índice (índice): RD não proliferativa (RDNP) leve, RDNP moderada, RDNP grave e RD proliferativa (RDP).

O desfecho principal foi o desenvolvimento de cegueira sustentada (CS), definida como estudo dos olhos7 com leituras de acuidade visual8 de Snellen de 20/200 ou pior em duas consultas separadas com ≥3 meses de intervalo que não melhorou para além de 20/100.

Entre 53.535 olhos7 elegíveis (seguimento médio de 662,5 dias), 678 (1,3%) olhos7 desenvolveram CS.

Os olhos7 com RDP no índice representaram 10,5% (5.629 de 53.535) da população de análise, mas representaram 26,5% (180 de 678) dos olhos7 que desenvolveram CS.

A análise de Kaplan-Meier revelou que olhos7 com RDNP moderada, RDNP grave e RDP no índice foram 2,6, 3,6 e 4,0 vezes mais prováveis, respectivamente, de desenvolver CS após 2 anos de diagnóstico9 de RD versus olhos7 com RD leve no índice.

Em um modelo de riscos proporcionais de Cox ajustado para características de índice e desenvolvimento de condições oculares durante o acompanhamento, olhos7 com RDP tiveram um risco aumentado de desenvolver CS em comparação com olhos7 com RDNP leve no índice (razão de risco 2,26 [IC 95% 2,09-2,45]).

O estudo concluiu que nessa população de registro oftalmológico longitudinal envolvendo olhos7 com boa visão3, a retinopatia diabética2 mais avançada no primeiro diagnóstico9 foi um fator de risco10 significativo para o desenvolvimento de cegueira sustentada.

Leia sobre "Sinais11 e sintomas12 oftálmicos que precisam de avaliação médica" e "Prevenção do diabetes1 e suas complicações".

 

Fonte: Diabetes1 Care, publicação em 20 de janeiro de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2021. Retinopatia diabética recém-diagnosticada mais avançada aumenta o risco de cegueira entre pacientes com diabetes. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1387305/retinopatia-diabetica-recem-diagnosticada-mais-avancada-aumenta-o-risco-de-cegueira-entre-pacientes-com-diabetes.htm>. Acesso em: 22 jun. 2021.

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
3 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
4 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
5 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
6 Íris: Membrana arredondada, retrátil, diversamente pigmentada, com um orifício central, a pupila, que se situa na parte anterior do olho, por trás da córnea e à frente do cristalino. A íris é a estrutura que dá a cor ao olho. Ela controla a abertura da pupila, regulando a quantidade de luz que entra no olho.
7 Olhos:
8 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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