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Não apenas o diabetes, mas também o pré-diabetes leva ao declínio funcional e à incapacidade em idosos

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O diabetes1 está relacionado ao declínio funcional, mas o impacto do pré-diabetes2 na função física é desconhecido.

Em uma pesquisa publicada no periódico Diabetes1 Care, o objetivo foi examinar e comparar o impacto do pré-diabetes2 e do diabetes1 na função física e progressão da deficiência e explorar se as doenças cardiovasculares3 (DCV) medeiam essas associações.

Leia sobre "Diabete Mellitus", "Pré-diabetes2 - o que é e como evitar" e "O processo de envelhecimento".

Uma coorte4 de 2.013 participantes com idade ≥60 do Estudo Nacional Sueco sobre Envelhecimento e Cuidados em Kungsholmen, um estudo longitudinal de base populacional em andamento, foi monitorada por até 12 anos.

A função física foi medida com testes de levantar da cadeira (segundos [s]) e velocidade de caminhada (metros por segundo [m/s]), e a incapacidade foi medida pela soma dos números de atividades básicas e instrumentais prejudicadas da vida diária.

O diabetes1 foi identificado por meio de exames médicos ou prontuários, uso de medicamentos ou hemoglobina glicada5 (HbA1c6) ≥6,5%. O pré-diabetes2 foi definido como HbA1c6 ≥5,7–6,4% em participantes sem diabetes1. As DCV foram verificadas por meio de exames clínicos e do National Patient Register. Os dados foram analisados ​​usando modelos de efeitos mistos e modelos de mediação.

No início do estudo, 650 (32,3%) participantes tinham pré-diabetes2 e 151 tinham diabetes1 (7,5%). Em modelos de efeito misto multiajustados, o pré-diabetes2 foi associado a um aumento do tempo de levantar da cadeira (0,33, IC 95% 0,05-0,61), uma velocidade de caminhada reduzida (-0,006, IC 95% -0,010 a -0,002) e uma progressão acelerada de incapacidade (0,05, IC 95% 0,01–0,08), mesmo depois de controlar para o desenvolvimento futuro de diabetes1.

O diabetes1 levou a um declínio funcional mais rápido do que o pré-diabetes2. Nas análises de mediação, as DCV mediaram 7,1%, 7,8% e 20,9% das associações entre pré-diabetes2 e levantar da cadeira, velocidade de caminhada e progressão da deficiência, respectivamente.

Assim concluiu-se que o pré-diabetes2, além do diabetes1, está associado ao declínio funcional e à incapacidade mais rápidos, independentemente do desenvolvimento futuro do diabetes1. Essa associação pode ser em parte mediada por doenças cardiovasculares3.

Veja também: "[EBOOK] Diabetes Mellitus7", "Opções de tratamentos para o diabetes1" e "O envelhecimento saudável: envelheça com saúde8".

 

Fonte: Diabetes1 Care, publicação em 14 de janeiro de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2021. Não apenas o diabetes, mas também o pré-diabetes leva ao declínio funcional e à incapacidade em idosos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1387295/nao-apenas-o-diabetes-mas-tambem-o-pre-diabetes-leva-ao-declinio-funcional-e-a-incapacidade-em-idosos.htm>. Acesso em: 5 mar. 2021.

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
4 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
5 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
6 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
7 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
8 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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