Variabilidade da HbA1c em adultos com diabetes tipo 1 em terapia de infusão subcutânea contínua de insulina em comparação com o tratamento com injeção diária múltipla

Estudo publicado no periódico BMJ Open teve como objetivo determinar se a terapia de infusão subcutânea contínua de insulina (ISCI) está associada a menor variabilidade (variabilidade glicêmica a longo prazo; VG) da hemoglobina glicada (HbA1c) em relação ao tratamento com injeção diária múltipla (IDM) em adultos com diabetes mellitus tipo 1 (DMT1).
O estudo consistiu de uma auditoria retrospectiva que incluiu registros clínicos de 506 adultos com DMT1 de dois hospitais australianos terciários.
A VG em longo prazo foi avaliada por DP e coeficiente de variação (CV) da HbA1c em adultos em terapia estabelecida com IDM ou ISCI e em um subconjunto que mudou de IDM para ISCI.
Os adultos (n = 506, (164 ISCI), 50% mulheres, média ± DP de idade de 38,0 ± 15,3 anos; 17,0 ± 13,7 anos de diabetes, HbA1c média 7,8% ± 1,2% (62 ± 13 mmol/mol) em terapia de ISCI, 8,0% ± 1,5% (64 ± 16 mmol/mol) em tratamento com IDM) foram seguidos por 4,1 ± 3,6 anos.
O uso de ISCI foi associado a menor VG (HbA1c DP: ISCI vs IDM 0,5% ± 0,41% (6 ± 6 mmol/mol) vs 0,7% ± 0,7% (9 ± 8 mmol/mol)) e CV: ISCI vs IDM 6,7% ± 4,6% (10 ± 10 mmol/mol) vs 9,3% ± 7,3% (14 ± 13 mmol/mol), ambos p <0,001.
Cinquenta e seis adultos (73% do sexo feminino, idade 36 ± 13 anos, 16 ± 13 anos de diabetes, HbA1c 7,8% ± 0,8% (62 ± 9 mmol/mol)) fizeram a transição da IDM para a ISCI. A HbA1c média caiu 0,4%. A VG do primeiro ano pós-ISCI diminuiu significativamente, HbA1c DP pré-ISCI versus pós-ISCI 0,7% ± 0,5% (8 ± 5 mmol/mol) vs 0,4% ± 0,4% (5 ± 4 mmol/mol); p <0,001, e HbA1c CV 9,2% ± 5,5% (13 ± 8 mmol/mol) vs 6,1% ± 3,9% (9 ± 5 mmol/mol); p <0,001.
Na prática clínica com adultos com DMT1, em relação à IDM, a terapia com ISCI está associada a menor variabilidade glicêmica de HbA1c.
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Fonte: BMJ Open, vol. 9, nº 12, em 29 de dezembro de 2019.
