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Diabetes Care: risco de distúrbios psiquiátricos e tentativas de suicídio em jovens adultos diabéticos pode ser maior

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Com o objetivo de determinar os riscos longitudinais de transtornos psiquiátricos em adolescentes e jovens adultos com diabetes1 em comparação com aqueles sem a doença, foi realizado um trabalho publicado pelo periódico Diabetes1 Care.

O estudo de coorte2 retrospectivo3 foi realizado em Quebec, Canadá, usando bancos de dados administrativos de saúde4, analisando adolescentes (15 anos) com e sem diabetes1 e sem transtornos psiquiátricos prévios, entre 1997 e 2015, seguidos até os 25 anos de idade.

A coorte5 incluiu 3.544 indivíduos com diabetes1 e 1.388.397 sem diabetes1. Indivíduos com diabetes1 eram mais propensos a sofrer de algum transtorno do humor (diagnosticado no departamento de emergência6 ou hospital) (taxa de risco ajustada 1,33 [IC 95% 1,19–1,50]), tentar suicídio (3,25 [1,79–5,88]), visitar um psiquiatra (1,82 [1,67-1,98]) e experimentar qualquer tipo de transtorno psiquiátrico (1,29 [1,21-1,37]), em comparação a seus pares sem diabetes1.

Neste estudo, concluiu-se que, entre as idades de 15 e 25 anos, os riscos de distúrbios psiquiátricos e tentativas de suicídio foram substancialmente maiores em adolescentes e jovens adultos com diabetes1, quando comparados àqueles sem diabetes1.

Leia sobre “Diabetes1 na adolescência”, “Hemoglobina glicosilada7”, “Papel da insulina8 no corpo” e “Como reconhecer e evitar a hipoglicemia9”.

 

Fonte: Diabetes1 Care, publicação em dezembro de 2019.

 

NEWS.MED.BR, 2019. Diabetes Care: risco de distúrbios psiquiátricos e tentativas de suicídio em jovens adultos diabéticos pode ser maior. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1355038/diabetes-care-risco-de-disturbios-psiquiatricos-e-tentativas-de-suicidio-em-jovens-adultos-diabeticos-pode-ser-maior.htm>. Acesso em: 7 jul. 2020.

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
3 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
6 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
7 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
8 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
9 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
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