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JAMA: altas doses de vitamina D (2000 UI/dia) não previnem infecções respiratórias virais em crianças

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Doses elevadas de suplementação1 de vitamina2 D (2000 UI/dia) ajudam a prevenir as infecções3 virais do trato respiratório superior no inverno em comparação com a suplementação1 de vitamina2 D com a dose padrão (400 UI/dia) entre crianças em idade pré-escolar?

Uma pesquisa publicada no periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA) tenta responder esta questão. Mary Aglipay, pesquisadora do Departamento de Pediatria do St. Michael’s Hospital, em Toronto, no Canada, juntamente com colaboradores de outras universidades canadenses, descobriram que altas doses de vitamina2 D (2000 UI/dia) não previnem infecções3 respiratórias virais.

Os achados são de um estudo clínico randomizado4, conduzido durante os meses de inverno, entre 13 de setembro de 2011 e 30 de junho de 2015, envolvendo 703 crianças de 1 a 5 anos. Os resultados mostram que o número de infecções3 virais do trato respiratório superior, confirmadas em laboratório, foi maior no grupo que recebeu doses elevadas do que no grupo que usou a dose padrão. E não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos. Isto significa que a administração de vitamina2 D superior a 400 UI/dia não pode ser indicada para prevenir infecções3 virais do trato respiratório superior em crianças.

Veja também "Deficiência de vitamina2 D: o que ela acarreta para o organismo?"

Fonte: JAMA, 18 de julho de 2017

 

NEWS.MED.BR, 2017. JAMA: altas doses de vitamina D (2000 UI/dia) não previnem infecções respiratórias virais em crianças. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1300723/jama-altas-doses-de-vitamina-d-2000-ui-dia-nao-previnem-infeccoes-respiratorias-virais-em-criancas.htm>. Acesso em: 19 set. 2019.

Complementos

1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
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