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Exercício previne o envelhecimento e a disfunção neurovascular em ratos de laboratório, estudo publicado pela PLOS Biology

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O envelhecimento é o principal fator de risco1 para doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer2, mas pouco se sabe sobre os processos que levam ao declínio de estruturas e de funções cerebrais relativos à idade.

Com experimentos em ratos de laboratório, cientistas do The Jackson Laboratory, nos Estados Unidos, ressaltaram em artigo publicado pela revista PLOS Biology que o exercício aeróbio no longo prazo, a partir da meia-idade até a velhice, impediu o declínio neurovascular relacionado à idade, aumentou a plasticidade sináptica e a capacidade comportamental global em ratos idosos. Dado o papel da ApoE (Apoliproteína E) observado na manutenção da unidade neurovascular e como uma molécula anti-inflamatória, o estudo sugere uma ligação possível entre a ApoE e as disfunções neurovasculares relacionadas à idade. Para testar isso, camundongos ApoE-deficientes foram exercitados a partir da meia-idade até a velhice e comparados a ratos do tipo selvagem (ApoE-suficientes). A comparação mostrou que o exercício teve pouco ou nenhum efeito sobre o declínio neurovascular relativo à idade na ausência de ApoE. Coletivamente, os dados do estudo mostram que as estruturas neurovasculares diminuem com a idade, um processo que pode estar intimamente ligado à ativação do complemento na micróglia/monócitos3. O exercício físico impede essas mudanças, mas não na ausência de ApoE, abrindo novos caminhos para a compreensão das complexas interações entre envelhecimento, doenças neurodegenerativas, manutenção da unidade neurovascular e respostas neuroinflamatórias.

Fonte: PLOS Biology, de 29 de outubro de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Exercício previne o envelhecimento e a disfunção neurovascular em ratos de laboratório, estudo publicado pela PLOS Biology. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/809504/exercicio-previne-o-envelhecimento-e-a-disfuncao-neurovascular-em-ratos-de-laboratorio-estudo-publicado-pela-plos-biology.htm>. Acesso em: 25 nov. 2020.

Complementos

1 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
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