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Quanto mais precoce é o rebote do IMC nas crianças, maior é o risco cardiovascular futuro

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Estudo do cardiologista1 Thomas R. Kimball e colaboradores, apresentado na Reunião Científica Anual da Associação Americana do Coração2 de 2007 (American Heart Association's 2007 Scientific Sessions), relata que quanto mais precoce é o rebote do índice de adiposidade (rebote do IMC3Índice de Massa Corporal4) na criança, maior é a tendência de apresentar fatores de risco cardiovascular ainda na infância.

O aumento do IMC3, que ocorre geralmente após 4 - 6 anos de idade, é denominado rebote do índice de adiposidade. Após a perda da “gordura de bebê”, todas as crianças atingem o ponto mais baixo do seu IMC3 – um período em que a criança fica magra – antes de começar a ganhar peso de maneira mais ou menos constante até a idade adulta. Quanto antes elas alcançam este ponto mais baixo do IMC3, maior é a tendência de apresentar risco cardiovascular ainda na infância.


A equipe do Kimball's Cincinnati Children's Hospital Medical Center mediu o peso e a estatura de 308 crianças durante quatro anos, a partir da idade de 3 anos. Aos 7 anos essas crianças foram submetidas ao ecocardiograma5 e a outros exames complementares para avaliar o seu risco cardiovascular.


Os resultados mostraram que as crianças com rebote em idades mais avançadas – 5,5 anos - eram mais saudáveis. Aquelas com rebote mais precoce – 4,5 anos - eram menos saudáveis. Aquelas com rebote mais precoce mostraram:


  • Aumento da massa muscular do ventrículo esquerdo e aumento do tamanho do átrio esquerdo6, sugerindo maior esforço cardíaco.

  • Aumento da pressão arterial7.

  • Níveis aumentados de insulina8 e leptina9, sugerindo um risco maior para desenvolver diabetes mellitus10.

No grupo de maior risco, as meninas tiveram este rebote em idade mais precoce que os meninos (4,2 anos versus 4,4 anos), sugerindo que crianças do sexo feminino devem receber uma atenção maior de seus pediatras neste aspecto.


O estudo sugere que o IMC3 deve ser levado a sério por pais e pediatras no monitoramento cardiovascular das crianças. Os médicos devem medir o IMC3 com mais freqüência. Caso ele esteja alto, os pais devem ser orientados a escolher atividades que façam com que suas crianças se exercitem mais, para evitar danos cardiovasculares no futuro.


Fonte: DOC News

NEWS.MED.BR, 2008. Quanto mais precoce é o rebote do IMC nas crianças, maior é o risco cardiovascular futuro. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/14630/quanto-mais-precoce-e-o-rebote-do-imc-nas-criancas-maior-e-o-risco-cardiovascular-futuro.htm>. Acesso em: 19 set. 2019.

Complementos

1 Cardiologista: Médico especializado em tratar pessoas com problemas cardíacos.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
3 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
4 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
5 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
6 Átrio Esquerdo: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
7 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
8 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
9 Leptina: Proteína secretada por adipócitos que age no sistema nervoso central promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar o eixo hipotalâmico-hipofisário e regular mecanismos neuroendócrinos. Do grego leptos = magro.
10 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
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