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Olimpíadas no Brasil: o que a OMS recomenda aos viajantes que virão aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016?

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Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 serão no Rio de Janeiro, Brasil, entre 5 a 21 de agosto de 2016 e entre 7 a 18 de setembro de 2016, respectivamente. Cinco cidades adicionais irão hospedar jogos do Torneio Olímpico de Futebol - Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo.

As recomendações da Organização Mundial de Saúde1 (OMS) são destinadas a aconselhar as autoridades de saúde1 e os prestadores de cuidados de saúde1 sobre práticas e medidas de segurança para os viajantes que visitarão o Brasil.

Antes da partida, os viajantes devem ser aconselhados sobre os riscos de saúde1 existentes nas áreas que pretendem visitar e a respeito das práticas e medidas preventivas relacionadas, para minimizar a probabilidade de adquirir doenças e de ter acidentes.

Os viajantes para o Brasil devem consultar o conselho de viagem emitido pelas respectivas autoridades nacionais.

As autoridades de saúde1 do Brasil fornecem conselhos de saúde1 para os visitantes em seu site em português (ver lista de sites no artigo original). Serviços de saúde1 vinculados ao Sistema Único de Saúde1 pública do Brasil (SUS) são gratuitos para todos os indivíduos, incluindo os visitantes.

Doenças evitáveis por vacinação

A consulta médica deve ser agendada o mais cedo possível antes da viagem, pelo menos 4 a 8 semanas antes da partida, a fim de dar tempo suficiente para a conclusão de esquemas de imunização2 para vacinas de rotina e para vacinas indicadas de acordo com destinos específicos. Mesmo quando a saída é iminente, ainda há tempo para fornecer conselhos e aplicar algumas vacinas.

Vacinas de rotina

Os viajantes devem ser vacinados de acordo com o seu calendário de imunização2 nacional, que irá variar de um país para outro. Esquemas de imunização2 de rotina, estabelecidos pelas autoridades nacionais, incluem a vacinação contra a difteria3, coqueluche4, tétano5, poliomielite6, sarampo7, hepatite8 B, Haemophilus influenzae tipo b e, em muitos países, doenças adicionais, tais como a rubéola9, caxumba10, gripe11, febre amarela12, vírus13 do papiloma humano (HPV), rotavírus e doenças pneumocócicas.

Desde julho de 2015, o Brasil acabou com a transmissão do sarampo7, na sequência de um surto associado a um caso importado. Como o sarampo7 ainda é endêmico ou circula em muitos países, a vacinação contra o sarampo7 deve ser atualizada para evitar a importação do vírus13 ao Brasil. Considerações semelhantes se aplicam para a rubéola9, que foi eliminada no Brasil em 2009.

O poliovírus selvagem foi eliminado no Brasil desde 1989. Para evitar a reintrodução da poliomielite6 no Brasil, os viajantes provenientes de países onde casos de pólio têm ocorrido recentemente devem ser totalmente imunizados.

Para os viajantes em risco de complicações graves de gripe11, a vacinação deve ser considerada. A OMS recomenda a vacinação contra a gripe11 sazonal para as mulheres grávidas, idosos, indivíduos com condições médicas crônicas específicas, crianças de 6 a 59 meses e profissionais de saúde1. Note-se que a OMS aconselha mulheres grávidas a não viajar para os Jogos Olímpicos ou para qualquer área onde o vírus13 Zika está circulando. A cepa14 do vírus13 influenza15 da gripe11 que circula atualmente no Brasil, A (H1N1) pdm09, está incluída nas vacinas tanto no Hemisfério Norte 2015-2016 quanto no Hemisfério Sul 2016. Espera-se que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos aconteçam após a temporada de gripe11 no Rio de Janeiro ter atingido o seu pico em junho e julho; no entanto, há variações regionais e casos ocorrem ao longo do ano no Brasil. Os viajantes em risco devem, idealmente, receber a vacina16 contra a gripe11 pelo menos duas semanas antes da partida.

Vacinas relacionadas a viagens

Dependendo do itinerário específico de viagem, vacinas adicionais podem ser consideradas para alguns viajantes. Aos viajantes não vacinados devem ser oferecidas tais vacinas de acordo com suas recomendações nacionais:

Hepatite8 A: o Brasil é um país de endemicidade intermediária e propenso a surtos de hepatite8 A.

Hepatite8 B: é provável que o risco de contrair hepatite8 B seja baixo, exceto para os viajantes que engajarem-se em comportamentos de alto risco, tais como tatuagens e uso de drogas injetáveis. A vacina16 contra hepatite8 B foi introduzida no calendário nacional de imunização2 no Brasil em 1998.

Febre tifoide17: a incidência18 de febre tifoide17 no Brasil é maior no Norte e Nordeste, incluindo Amazonas e Manaus, que hospedarão jogos do Torneio Olímpico de Futebol.

Raiva19: o risco de infecção20 por raiva19 no Rio de Janeiro e nas cinco cidades restantes que hospedarão o Torneio Olímpico de Futebol é desprezível.

Febre amarela12: uma única dose da vacina16 contra a febre amarela12 é recomendada para todos os viajantes com idade superior a 9 meses que visitarão áreas de risco de transmissão da febre amarela12. A vacinação deve ser realizada pelo menos 10 dias antes da partida, confere proteção duradoura e não é recomendada para os viajantes que limitarem a sua estadia para as seguintes cidades-sede das Olimpíadas e Jogos Paraolímpicos: Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A propagação internacional do surto de febre amarela12 em curso em Angola poderá exigir da OMS o ajuste dessas recomendações.

Doenças transmitidas por mosquitos

Medidas de proteção individuais

Embora o risco de doenças transmitidas por mosquitos seja menor durante o inverno, mesmo assim os viajantes devem tomar medidas de proteção para evitar picadas de mosquitos. Essas incluem:
  • Sempre que possível, usar roupas (de preferência de cor clara) que cubram a maior parte do corpo durante o dia;
  • Usar repelentes que contenham DEET (dietiltoluamida), ou IR 3535 ou icaridina, os quais devem ser aplicados na pele21 exposta ou nas roupas, utilizados em estrita conformidade com as instruções do rótulo, especialmente em relação à duração da proteção e tempo de reaplicação. Se repelentes e protetores solares são usados juntos, o protetor solar deve ser aplicado em primeiro lugar e o repelente após este;
  • Escolher acomodações sanitárias com água encanada e barreiras físicas, tais como telas em janelas e portas para evitar que os mosquitos entrem nos quartos;
  • Evitar áreas sem água encanada e com saneamento deficiente, que constituem criadouros ideais para os mosquitos.

Arboviroses transmitidas por mosquitos Aedes

Além da febre amarela12 (ver acima os requisitos de vacinação), as doenças transmitidas por mosquitos da espécie Aedes incluem chikungunya, dengue22 e doença do vírus13 Zika.

Leia os artigos sobre "Febre Amarela12", "Chikungunya", "Dengue22" e "Zika Vírus13".

Dengue22 e chikungunya

Informações detalhadas sobre dengue22 e chikungunya estão disponíveis nos sites do Ministério da Saúde1, OMS e OPAS/AMRO no Brasil (ver lista de websites no artigo original). Não há vacina16 para chikungunya. A vacinação contra dengue22 não é recomendada para os viajantes.

Doença do vírus13 Zika

A infecção20 pelo vírus13 Zika geralmente provoca uma doença leve e muitos casos de infecção20 pelo vírus13 Zika são assintomáticos. No entanto, na sequência de um surto de vírus13 Zika no Brasil em 2015 e sua posterior disseminação nas Américas, um aumento incomum em distúrbios neurológicos graves foi visto nos filhos de mulheres grávidas que tinham sido infectadas, incluindo casos de microcefalia23 e malformações24 neurológicas congênitas25. Casos de síndrome26 de Guillain-Barré (SGB), uma forma rara, mas grave de fraqueza muscular, foram observados entre adultos. Com base em um crescente número de pesquisas, há consenso científico de que o vírus13 Zika seja uma causa de microcefalia23 e de síndrome26 de Guillain-Barré. O Zika Vírus13 é transmitido principalmente por mosquitos, embora a transmissão sexual esteja sendo cada vez mais documentada.

Com base no conhecimento atual sobre a doença do vírus13 Zika e suas complicações, é recomendado às autoridades nacionais de saúde1 e aos profissionais de saúde1:

  • Fornecer aos viajantes para áreas de transmissão em curso do vírus13 Zika, incluindo o Brasil, conselhos atuais sobre as medidas adequadas para reduzir o risco de infecção20, incluindo a prevenção de picadas de mosquito e pratica de sexo seguro (por exemplo, uso correto e consistente de preservativos); sobre as potenciais consequências e complicações da infecção20, especialmente para mulheres que estão grávidas ou planejam uma gravidez27; sobre as formas de controle de natalidade “não-barreira” que não irão proteger contra a transmissão sexual da infecção20 pelo vírus13 Zika.
  • Aconselhar mulheres grávidas a não viajar para áreas de surtos em curso de vírus13 Zika, incluindo o Brasil.
  • Aconselhar as mulheres que engravidam inadvertidamente ou descobrem que estão grávidas pouco depois de retornarem do Brasil e/ou de outras áreas com transmissão em curso do vírus13 Zika que entrem em contato com os seus prestadores de cuidados de saúde1.
  • Aconselhar mulheres grávidas cujos parceiros sexuais vivem em ou viajam para áreas com surtos de vírus13 Zika que garantam práticas sexuais seguras ou se abstenham de sexo durante o período da gravidez27.
  • Aconselhar os viajantes sobre a prática de sexo seguro ou abstenção de sexo durante a sua estada no Brasil e/ou em outras áreas com transmissão em curso do vírus13 Zika e por pelo menos oito semanas após o seu regresso. Se os homens apresentam sintomas28 de doença do vírus13 Zika, eles devem adotar práticas sexuais mais seguras ou se abster de sexo por pelo menos seis meses.
  • Aconselhar os viajantes que retornam do Brasil e/ou de outras áreas com transmissão em curso do vírus13 Zika a não doar sangue29 durante pelo menos quatro semanas após a partida da área.
  • Aconselhar os profissionais de saúde1 a estarem alerta para a doença do vírus13 Zika em viajantes que retornam do Brasil e/ou de outras áreas com transmissão em curso do vírus13 Zika.
  • As autoridades nacionais devem proporcionar aos profissionais de saúde1 uma orientação clara sobre como encaminhar os viajantes com suspeita de infecção20 pelo vírus13 Zika para receberem um manejo clínico adequado e exames complementares, quando apropriados.
  • O risco de transmissão da malária é insignificante ou inexistente, exceto na região administrativa do Amazonas, correspondente aos estados do Norte do Brasil. Isso inclui a cidade de Manaus, que está hospedando alguns dos jogos do Torneio Olímpico de Futebol.
  • As infecções30 por Plasmodium falciparum são responsáveis por aproximadamente 15% dos casos de malária no Brasil. Em áreas afetadas pela malária, além da prevenção da picada de mosquito (incluindo o uso de repelentes e dormir sob um mosquiteiro tratado com inseticida), a quimioprofilaxia com atovaquone-proguanil ou doxiciclina ou mefloquina deve ser considerada e selecionada de acordo com os efeitos colaterais31 relatados e contraindicações. Alternativamente, para viajar para áreas rurais, com baixo risco de infecção20 por malária, a prevenção da picada de mosquito pode ser combinada ao tratamento de emergência32 (SBET).
  • Com base na avaliação de risco pelas autoridades sanitárias brasileiras, as diretrizes nacionais não incluem recomendações sobre a quimioprofilaxia da malária. Portanto, o acesso a esses medicamentos, enquanto no Brasil, será limitado e drogas antimaláricas devem ser compradas antes de viajar. Os viajantes que adoecerem com uma febre33 durante a viagem ao Brasil em uma zona de risco de malária devem procurar atenção médica imediata (ver lista de sites no artigo original para centros de saúde1 de diagnóstico34 e tratamento). Os viajantes que adoecerem com uma febre33 até um ano após a sua viagem devem informar aos seus profissionais de saúde1 sobre a sua história de viagem. Não há vacinação recomendada para a malária.

Infecções30 Sexualmente Transmissíveis (exceto infecção20 pelo vírus13 Zika)

O risco de infecção20 por HIV35, sífilis36, gonorreia37, clamídia, herpes, vírus13 da hepatite8 B (HBV) e outras infecções30 sexualmente transmissíveis é limitado principalmente para os viajantes que engajarem-se em comportamentos sexuais de risco, especialmente sexo desprotegido e, particularmente, com profissionais do sexo, entre os homens que fazem sexo com outros homens e com usuários de drogas injetáveis. Portanto, a adoção de práticas de sexo seguro e o uso especificamente correto e consistente do preservativo são recomendados. As autoridades brasileiras lançaram uma campanha de prevenção em relação às doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e hepatite8 (ver lista de sites no artigo original).

Segurança no consumo de água e alimentos

Como infecções30 gastrointestinais podem ser comuns no Brasil, os profissionais de saúde1 devem aconselhar os viajantes a tomar precauções para evitar doenças causadas pelo consumo de alimentos e bebidas inseguros. Essas precauções incluem: lavar as mãos38 frequentemente e sempre antes de manipular e consumir alimentos; certificar-se de que a comida foi bem cozida e permanece em vapor quente antes de ser servida; escolher água potável (por exemplo, água engarrafada ou, em caso de dúvida, a água vigorosamente fervida); evitar quaisquer alimentos não cozidos, além de frutas e verduras que podem ser descascadas; evitar alimentos em buffets, mercados, restaurantes e vendedores de rua, se não forem mantidos quentes ou refrigerados no gelo.

A qualidade das águas de áreas recreativas no Rio de Janeiro, inclusive nos locais de realização de eventos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, tem sido considerada abaixo do ideal por causa da contaminação por esgotos. Enquanto as ações corretivas estão sendo tomadas, os viajantes devem seguir o conselho emitido pelas autoridades locais competentes (ver lista de sites no artigo original).

Riscos para outras doenças infecciosas

O risco para os viajantes adquirirem infecções30 transmitidas pelo ar, como a tuberculose39 e meningite40 é limitado, a menos que fiquem em espaços fechados e superlotados.

Os viajantes que vão para Belo Horizonte devem estar cientes do risco de contrair febre33 maculosa brasileira, causada pela bactéria41 Rickettsia rickettsii, que pode resultar do contato com um roedor infectado chamado capivara.

Os viajantes que vão para Salvador devem estar cientes do risco de contrair leptospirose, causada pela bactéria41 Leptospira, que pode resultar da exposição da pele21 e das mucosas42 à água e solos contaminados com a urina43 de animais infectados. Uma ampla variedade de animais pode “transportar” esta bactéria41.

O risco de leishmaniose (cutânea44 e visceral), esquistossomose45, filariose linfática e outras doenças tropicais negligenciadas é geralmente associado a áreas rurais da região nordeste do Brasil.

Veja o documento original e os links sugeridos pela OMS para consultas futuras (que foram descritos no texto acima) em Brazil - Health Advice for Travellers to the 2016 Summer Olympic and Paralympic Games

 

Fonte: World Health Organization (WHO), em 21 de junho de 2016

NEWS.MED.BR, 2016. Olimpíadas no Brasil: o que a OMS recomenda aos viajantes que virão aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016?. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1267293/olimpiadas-no-brasil-o-que-a-oms-recomenda-aos-viajantes-que-virao-aos-jogos-olimpicos-e-paraolimpicos-de-2016.htm>. Acesso em: 17 set. 2019.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
3 Difteria: Doença infecto-contagiosa que afeta as vias respiratórias superiores, caracterizada pela produção de uma falsa membrana na garganta como resultado da ação de uma toxina bacteriana. Este microorganismo é denominado Corinebacterium difteriae, e é capaz de produzir doença neurológica e cardíaca também.Atualmente, está disponível uma vacina eficiente (a tríplice ou DPT) para esta doença, que tem tornado-se rara.
4 Coqueluche: Infecção bacteriana das vias aéreas caracterizada por tosse repetitiva de som metálico. Pode também ser denominada tosse ferina, tosse convulsa ou tosse comprida, e é produzida por um microorganismo chamado Bordetella pertussis.
5 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
6 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
7 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
8 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
9 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
10 Caxumba: Também conhecida como parotidite. É uma doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da caxumba, resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, dor no corpo, perda de apetite, fadiga e dor de cabeça. Cerca de 30 a 40% dos indivíduos infectados apresentam dor e aumento uni ou bilateral das glândulas salivares (mais comumente, das parótidas). Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Em alguns casos pode complicar causando meningite, encefalite, surdez, orquite, ooferite, miocardite ou pancreatite.
11 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
12 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
13 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
14 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
15 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
16 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
17 Febre tifóide: Infecção produzida por uma bactéria chamada Salmonella tiphy, adquirida através de alimentos contaminados e caracterizada por febre persistente, aumento do tamanho dos tecidos linfáticos (baço, gânglios linfáticos, etc.) e erupções cutâneas. Sem tratamento adequado pode ser muito grave.
18 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
19 Raiva: 1. Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos. 2. Fúria, ódio.
20 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
21 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
22 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
23 Microcefalia: Pequenez anormal da cabeça, geralmente associada à deficiência mental.
24 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
25 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
26 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
27 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
28 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
29 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
30 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
31 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
32 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
33 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
34 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
35 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
36 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
37 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
38 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
39 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
40 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
41 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
42 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
43 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
44 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
45 Esquistossomose: Doença produzida no homem por vermes do gênero Schistosoma, especialmente S. mansoni, S. haematobium e S. japonicum. No Brasil, há apenas a espécie Schistossoma mansoni, que causa diarreia, hepatomegalia e esplenomegalia.
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