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Aripiprazol: FDA adverte sobre novos problemas para controlar impulsos durante o uso dessa medicação

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A Food and Drug Administration (FDA) alerta que impulsos compulsivos ou incontroláveis como jogar, comer, fazer compras e ter relações sexuais de maneira excessiva e fora do controle foram relatados com o uso do antipsicótico aripiprazol (Abilify, Abilify Maintena, Aristada e genéricos). Estes impulsos incontroláveis cessam quando o medicamento é interrompido ou a dose é reduzida. É um efeito colateral1 raro, mas que pode resultar em danos para o paciente e a terceiros se não forem reconhecidos.

Embora esta falta de controle dos impulsos esteja relatada nas bulas do aripiprazol como um efeito colateral1, esta descrição não reflete inteiramente a natureza do risco identificado pela FDA. Além disso, a FDA agora está ciente de outros comportamentos compulsivos associados ao uso de aripiprazol, tais como comer compulsivo, compras excessivas e ações sexuais que fogem ao controle. Estes comportamentos compulsivos podem afetar qualquer um que esteja tomando o medicamento. Como resultado, a FDA está adicionando novas advertências sobre todos estes comportamentos compulsivos nas bulas do aripiprazol.

O aripiprazol é usado para tratar alguns transtornos mentais, incluindo esquizofrenia2, transtorno bipolar, transtorno de Tourette e irritabilidade associada ao transtorno autista. Ele também pode ser usado em combinação com antidepressivos para o tratamento da depressão. O aripiprazol pode reduzir as alucinações3 e outros sintomas4 psicóticos, como pensamentos desorganizados. Ele também pode estabilizar o humor, melhorar a depressão e diminuir os tiques do transtorno de Tourette.

Os profissionais de saúde5 devem alertar seus pacientes e familiares sobre o risco desses desejos incontroláveis e excessivos ocorrerem com o uso da medicação, no momento que prescrevem o aripiprazol, e pedir especificamente aos pacientes que relatem quaisquer impulsos novos que observem enquanto em uso do medicamento. Os profissionais devem acompanhar de perto aqueles pacientes que precisam desta medicação, mas que estão em maior risco de problemas de controle de impulsos. Estes incluem aqueles com uma história pessoal ou familiar de transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do controle dos impulsos, distúrbio bipolar, personalidade impulsiva, alcoolismo, abuso de drogas ou outros comportamentos de dependência. Os médicos devem considerar a redução da dose ou a interrupção do medicamento, se esses impulsos se desenvolverem.

Pacientes e cuidadores devem estar alerta para este comportamento incontrolável e excessivo enquanto em uso do aripiprazol. É importante falar com um profissional de saúde5 o mais rapidamente possível se você ou um membro da sua família experimenta algum desses desejos incontroláveis, a fim de prevenir ou limitar possíveis danos. Os pacientes não devem parar de repente de tomar o aripiprazol sem primeiro falar com o seu médico.

Fonte: Food and Drug Administration (FDA), em 3 de maio de 2016

NEWS.MED.BR, 2016. Aripiprazol: FDA adverte sobre novos problemas para controlar impulsos durante o uso dessa medicação. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/828969/aripiprazol-fda-adverte-sobre-novos-problemas-para-controlar-impulsos-durante-o-uso-dessa-medicacao.htm>. Acesso em: 20 out. 2019.

Complementos

1 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
2 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
3 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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