Gostou do artigo? Compartilhe!

The Lancet: nova medicação para diabetes tipo 2 reduz os níveis de HbA1c e o peso corporal, quando comparada ao uso de glimepirida

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia

Um novo tratamento para o diabetes mellitus1 tipo 2 está ajudando a controlar os níveis de hemoglobina glicosilada2, reduzir o peso corporal e o risco de hipoglicemia3. Os pesquisadores estão investigando a segurança e eficácia do Liraglutine, do laboratório Novo Nordisk, como monoterapia para o tratamento do diabetes tipo 24.

Em um estudo duplo-cego5, randomizado6, foram estudados 746 pacientes com diagnóstico7 recente de diabetes tipo 24 recebendo: 1,2mg de Liraglutine; 1,8mg de Liraglutine ou 8 mg de glimepirida8 por 52 semanas. Os primeiros resultados mostraram uma mudança nos níveis de hemoglobina glicosilada2 (HbA1c9).

Ao final de 52 semanas de acompanhamento, os níveis de HbA1c9 reduziram 0,51% com glimepirida8, comparados a uma redução de 0,84% com o uso de 1,2 mg de Liraglutine e 1,14% com 1,8 mg de Liraglutine. Seis pacientes em uso de Liraglutine abandonaram o tratamento devido a queixas de vômitos10, enquanto nenhum em uso de glimepirida8 descontinuou a medicação. A redução média do peso corporal foi de 2 quilos nos pacientes em uso de Liraglutine, em comparação com um ganho médio de cerca de 1,12 quilos nos pacientes que usavam glimepirida8.

Os principais efeitos colaterais11 foram náuseas12, vômitos10 e diarréia13.

As conclusões do estudo mostram que o Liraglutide é seguro e eficaz para terapia inicial do diabetes mellitus1 tipo 2 e reduz significativamente os níveis de HbA1c9, o peso corporal, o risco de hipoglicemia3 e a pressão arterial sistólica14 quando comparado à glimepirida8.

Fonte: The Lancet de 25 de setembro de 2008

NEWS.MED.BR, 2008. The Lancet: nova medicação para diabetes tipo 2 reduz os níveis de HbA1c e o peso corporal, quando comparada ao uso de glimepirida. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/24185/the-lancet-nova-medicacao-para-diabetes-tipo-2-reduz-os-niveis-de-hba1c-e-o-peso-corporal-quando-comparada-ao-uso-de-glimepirida.htm>. Acesso em: 17 out. 2021.

Complementos

1 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
2 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
3 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
6 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Glimepirida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula-beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosinatrifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
9 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
10 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
11 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
12 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
13 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
14 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
Gostou do artigo? Compartilhe!