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FDA aprova o Brilinta® (ticagrelor), da AstraZeneca, para reduzir a mortalidade cardiovascular

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O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Brilinta® (ticagrelor), da AstraZeneca, para reduzir a mortalidade1 cardiovascular e ataque cardíaco em doentes com síndromes coronárias agudas, como angina2 instável e infarto do miocárdio3.

O ticagrelor funciona impedindo a formação de coágulos sanguíneos, mantendo assim o fluxo de sangue4 no organismo, o que ajuda a reduzir o risco de eventos cardiovasculares.

Ensaios clínicos5 mostram que o ticagrelor foi mais eficaz do que o Plavix® (clopidogrel), da Sanofi e Bristol-Myers Squibb, na prevenção de ataques cardíacos e morte, mas essa vantagem foi vista com doses de manutenção de Aspirina® de 75 a 100 miligramas, uma vez por dia, segundo Norman Stockbridge, diretor da Divisão de Produtos Cardiovasculares e Renais no Centro para Avaliação e Pesquisa Farmacêuticas do FDA. A bula da medicação adverte que doses acima de 100 miligramas de aspirina por dia podem diminuir a eficácia da medicação. As reações adversas mais comuns relatadas por pessoas que tomam ticagrelor em ensaios clínicos5 foram sangramento e dificuldade para respirar (dispneia6).

O Brilinta® foi aprovado com uma Avaliação de Risco e Estratégia de Mitigação, um plano para ajudar a garantir que os benefícios do medicamento compensam seus riscos. Como parte desse plano, a empresa deve realizar campanhas educacionais de orientação aos médicos para alertá-los sobre o risco do uso de altas doses de aspirina. Além disso, ticagrelor virá com um guia de medicação que informa os pacientes as observações mais importantes sobre o medicamento.

O Brilinta® recebeu aprovação na União Europeia em Dezembro, onde é comercializado sob o nome de Brilique®, e foi aprovado no Canadá no mês passado.

Fonte: FDA

NEWS.MED.BR, 2011. FDA aprova o Brilinta® (ticagrelor), da AstraZeneca, para reduzir a mortalidade cardiovascular. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/225945/fda-aprova-o-brilinta-ticagrelor-da-astrazeneca-para-reduzir-a-mortalidade-cardiovascular.htm>. Acesso em: 20 jan. 2022.

Complementos

1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
3 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
6 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
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