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Diabetes mellitus: FDA aprova o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, para controle glicêmico de diabéticos tipo 2

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O Tradjenta (linagliptina) pertence à classe dos inibidores da dipeptidil peptidase–4 (DPP-4). Ele foi desenvolvido por Boehringer Ingelheim Pharmaceuticals, Inc. e Eli Lilly como um comprimido de dose única diária de 5 mg, usado por via oral, para controle glicêmico de pacientes com diabetes mellitus1 tipo 2. O medicamento pode ser prescrito como monoterapia ou associado à metformina2, glimepirida3 ou pioglitazona já utilizadas pelos pacientes.

O Food and Drug Administration aprovou o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, usado juntamente com a dieta e a prática regular de exercícios físicos para melhorar o controle da glicemia4 de pacientes diabéticos tipo 2.

Esta aprovação fornece uma nova opção de tratamento para esta doença que atinge milhares de pacientes em todo o mundo. O medicamento não foi estudado em combinação com o uso de insulina5 e não deve ser usado por pacientes com diabetes tipo 16 ou na cetoacidose diabética7.

Tradjenta aumenta os níveis de hormônios que promovem a liberação de insulina5 após as refeições por bloquear uma enzima8, a dipeptidil peptidase–4 ou DPP-4, auxiliando o melhor controle glicêmico. O medicamento demonstrou ser seguro e eficaz em estudos clínicos duplo-cegos, controlados por placebo9, envolvendo mais de 3.800 pacientes com diabetes tipo 210.

Os efeitos colaterais11 mais comuns observados foram infecções12 no trato respiratório superior, prurido13 e coriza14 nasais, dor de garganta15, cefaleia16 e dores musculares.

Fonte: FDA

NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes mellitus: FDA aprova o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, para controle glicêmico de diabéticos tipo 2. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/180515/diabetes-mellitus-fda-aprova-o-tradjenta-linagliptina-um-inibidor-da-dpp-4-para-controle-glicemico-de-diabeticos-tipo-2.htm>. Acesso em: 14 out. 2019.

Complementos

1 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
2 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
3 Glimepirida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula-beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosinatrifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
4 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
5 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
6 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
7 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
8 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
9 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
10 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
11 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
12 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
13 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
14 Coriza: Inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo.
15 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
16 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
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