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Deflazacort e prednisona aumentam a resistência muscular na distrofia muscular de Duchenne

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O objetivo do presente estudo foi avaliar a segurança e a eficácia de deflazacort (DFZ) e prednisona (PRED) versus placebo1 na distrofia2 muscular de Duchenne (DMD).

Saiba mais sobre as "Distrofias3 musculares tipo Duchenne e tipo Becker".

Na fase 3 do estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado4, controlado por placebo1 foi avaliada a força muscular de 196 pacientes com DMD, do sexo masculino, com idades entre 5 e 15 anos, durante um período de 52 semanas.

Na fase 1, os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receberem tratamento com DFZ 0,9 mg/kg/dia, DFZ 1,2 mg/kg/dia, PRED 0,75 mg/kg/dia ou placebo1 durante 12 semanas.

Na fase 2, os participantes do grupo placebo1 foram aleatoriamente designados para um dos três grupos de tratamento ativo. Os participantes inicialmente atribuídos a um tratamento ativo continuaram com o tratamento por mais 40 semanas. O desfecho primário de eficácia foi a alteração média na força muscular de início até a 12ª semana em comparação com o placebo1

Todos os grupos de tratamento (DFZ 0,9 mg/kg/dia, DFZ 1,2 mg/kg/dia, PRED 0,75 mg/kg/dia) demonstraram melhoria significativa na força muscular em comparação com o placebo1 em 12 semanas. Os participantes que tomaram PRED tinham significativamente maior ganho de peso do que com o placebo1 ou com ambas as doses de DFZ em 12 semanas; já em 52 semanas, os participantes que tomaram PRED tinham significativamente maior ganho de peso do que aqueles que tomaram as duas doses de DFZ.

Os eventos adversos mais frequentes em todos os três grupos de tratamento ativos foram aparência cushingoide, eritema5, hirsutismo6, aumento de peso, dor de cabeça7 e nasofaringite.

Concluiu-se que após 12 semanas de tratamento, PRED e ambas as doses de DFZ melhoraram a resistência muscular em comparação com o placebo1. O deflazacort foi associado ao menor ganho de peso do que prednisona.

Leia também sobre "Cálculo8 do IMC9", "Síndrome de Cushing10", "Hirsutismo6", "Perda de peso", "Dor de cabeça7" e "Miastenia11 gravis".

 

Fonte: Neurology, publicação online, de 26 de agosto de 2016

 

NEWS.MED.BR, 2016. Deflazacort e prednisona aumentam a resistência muscular na distrofia muscular de Duchenne. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/1275278/deflazacort-e-prednisona-aumentam-a-resistencia-muscular-na-distrofia-muscular-de-duchenne.htm>. Acesso em: 17 set. 2019.

Complementos

1 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
2 Distrofia: 1. Acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica, mas poucos nutrientes, em corpos de água, como brejos e pântanos. 2. Na medicina, é qualquer problema de nutrição e o estado de saúde daí decorrente.
3 Distrofias: 1. Acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica, mas poucos nutrientes, em corpos de água, como brejos e pântanos. 2. Na medicina, é qualquer problema de nutrição e o estado de saúde daí decorrente.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
6 Hirsutismo: Presença de pêlos terminais (mais grossos e escuros) na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba no abdome inferior. Pode manifestar-se como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade.
7 Cabeça:
8 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
9 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
10 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
11 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
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