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Rótulo da ampola de adrenalina pode levar a erros de prescrição da dose desta medicação

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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Rótulo da ampola de adrenalina pode levar a erros de prescrição da dose desta medicação

Novo estudo da Universidade de Cambridge revela que médicos que atendem pacientes em situações de emergência médica, como crises alérgicas, podem prescrever adrenalina na dose incorreta, pois o rótulo do medicamento pode levar à confusão da dose a ser prescrita.

 

A adrenalina é acondicionada em ampolas de vidro, abertas quando a medicação é necessária. A quantidade de adrenalina presente em cada ampola é geralmente expressa tanto em dose (1 miligrama do medicamento para cada mililitro de solução injetável – 1 mg/1ml) quanto em proporção (uma parte da medicação para cada 1000 partes da solução injetável - adrenalina na concentração de 1/1000).

 

Para determinar se o rótulo das ampolas de adrenalina poderia ser a causa dos erros, os pesquisadores simularam a situação com manequins médicos “sofrendo” uma reação alérgica. Distribuíram ampolas de adrenalina aos médicos e solicitaram a eles que tratassem esta emergência médica. A simulação foi realizada no Simulation Centre at Addenbrooke's Hospital. Metade dos médicos recebeu ampolas com rótulos que continham apenas a dose de adrenalina. A outra metade recebeu rótulos contendo a concentração de adrenalina expressa em proporção. Depois mediram a quantidade de adrenalina administrada aos pacientes e o tempo que levou para que a prescrição fosse finalizada.

 

O Dr. Daniel Wheeler e colaboradores da Universidade de Cambridge concluíram que são necessários cálculos extras para saber qual a dose de adrenalina a ser usada em pacientes em situações de emergência quando a quantidade de adrenalina é expressa em proporção, o que pode levar a erros e atrasos de prescrição, os quais são comuns na administração deste medicamento.

 

Dois médicos dos catorze que receberam ampolas com etiquetas que continham a quantidade de adrenalina expressa em proporção prescreveram e administraram doses excessivas de adrenalina aos manequins. Os médicos que receberam as ampolas com a proporção também gastaram cerca de 1,5 minutos a mais para terminarem suas prescrições.

 

Os resultados seriam diferentes se os médicos estivessem tratando seres humanos reais. Na realidade, os rótulos apresentam tanto a dose quanto a proporção, e não um ou outro. Entretanto, o estudo mostra um problema que existe e a simplicidade da solução. Segundo o Dr. Wheeler, se nas etiquetas viesse apenas a quantidade da medicação em dose, isso aumentaria a segurança dos pacientes e facilitaria a prescrição médica.

 

Fonte: University of Cambridge

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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