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Psilocibina reduziu sintomas de ansiedade e depressão em pacientes com câncer

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A ansiedade e a depressão clinicamente significativas são comuns em pacientes com câncer1 e estão associadas a resultados psiquiátricos e clínicos não satisfatórios. Pesquisas históricas e recentes sugerem um papel da psilocibina no tratamento da ansiedade e da depressão relacionadas ao câncer1.

Neste estudo duplo-cego2, controlado por placebo3, 29 pacientes com ansiedade e depressão relacionadas ao câncer1 foram randomizados e receberam tratamento com psilocibina (0,3 mg/kg) ou niacina em dose única, ambos em conjunto com psicoterapia.

Antes do crossover, a psilocibina produziu melhorias imediatas, substanciais e sustentadas na ansiedade e depressão e levou a diminuições na desmoralização e desesperança relacionadas ao câncer1, bem-estar espiritual melhorado e aumento da qualidade de vida. No seguimento de 6,5 meses, a psilocibina foi associada a efeitos ansiolíticos e antidepressivos duradouros (aproximadamente 60-80% dos participantes continuaram com reduções clinicamente significativas na depressão ou ansiedade), benefícios sustentados na angústia existencial e qualidade de vida, bem como atitudes melhoradas em relação à morte. A experiência mística induzida pela psilocibina mediou o seu efeito terapêutico sobre a ansiedade e a depressão.

Concluiu-se que em conjunto com a psicoterapia, a psilocibina em dose moderada única produziu efeitos ansiolíticos e antidepressivos rápidos, robustos e duradouros em pacientes com sofrimento psicológico relacionado ao câncer1.

Leia também "Prevenção do câncer1", "Depressão", "Ansiedade" e "Estresse".

Fonte: Journal of Psychopharmacology, volume 30, número 12, de dezembro de 2016

 

NEWS.MED.BR, 2016. Psilocibina reduziu sintomas de ansiedade e depressão em pacientes com câncer. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1282288/psilocibina-reduziu-sintomas-de-ansiedade-e-depressao-em-pacientes-com-cancer.htm>. Acesso em: 29 fev. 2020.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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