Atalho: 5T4WZ0P
Gostou do artigo? Compartilhe!

Bifosfonatos ajudam na redução do risco de desenvolver câncer colorretal em cerca de 60%, de acordo com publicação do Journal of Clinical Oncology

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia

Os bifosfonatos são comumente usados para tratamento da osteoporose1 e de metástases2 ósseas causadas por câncer3 de mama4. Recentemente foi relatado que o uso destes medicamentos está associado à redução do risco de desenvolvimento do câncer3 de mama4, mas sua associação com outros tipos de tumores ainda não é conhecida.

No estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology, foram coletados dados de 1866 mulheres na pós-menopausa5 que participavam do Molecular Epidemiology of Colorectal Cancer3 Study, em Israel. O uso prolongado de bifosfonatos (por mais de um ano) foi associado a uma diminuição significativa na chance de desenvolver câncer3 colorretal, uma redução relativa de cerca de 60% de risco para este tipo de tumor6.

Esta diminuição pode estar relacionada à maneira como age tal medicação, a qual é semelhante à ação das estatinas usadas na redução do colesterol7. Os mesmos pesquisadores já observaram, em outro estudo, que as estatinas também reduzem o risco de câncer3 colorretal.

Novas pesquisas ainda são necessárias para provar que os bifosfonatos são responsáveis pela diminuição de risco observada.

Fonte: Journal of Clinical Oncology - Publicação online de 14 de fevereiro de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. Bifosfonatos ajudam na redução do risco de desenvolver câncer colorretal em cerca de 60%, de acordo com publicação do Journal of Clinical Oncology. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/novos-medicamentos/172522/bifosfonatos-ajudam-na-reducao-do-risco-de-desenvolver-cancer-colorretal-em-cerca-de-60-de-acordo-com-publicacao-do-journal-of-clinical-oncology.htm>. Acesso em: 13 nov. 2019.

Complementos

1 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
2 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
5 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
6 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
7 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
Gostou do artigo? Compartilhe!