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BMJ: chocolate pode ajudar a reduzir em até 37% as doenças cardiovasculares e em cerca de 29% os acidentes vasculares cerebrais

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Trabalho publicado no British Medical Journal (BMJ) relata que os maiores níveis de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% na doença cardiovascular e uma redução de 29% no acidente vascular cerebral1 em comparação com os níveis mais baixos de consumo. Os pesquisadores alertam que novas pesquisas são necessárias para confirmar tal hipótese.

Uma meta-análise avaliou o risco de desenvolver transtornos cardiometabólicos, incluindo a doença cardiovascular (doença coronariana2 e acidente vascular cerebral1), diabetes mellitus3 e síndrome metabólica4, comparando o nível mais alto e o mais baixo de consumo de chocolate.

Fontes de dados do Medline, Embase, Cochrane Library, PubMed, CINAHL, IPA, Web of Science, Scopus, Pascal, dentre outras listas de referência de estudos relevantes foram utilizadas, assim como ensaios clínicos5 randomizados e estudo de seleção de coorte6, caso-controle e estudos seccionais realizados em adultos humanos, em que a associação entre consumo de chocolate e o risco de resultados relacionados a distúrbios cardiometabólicos foram avaliados.

De 4.576 referências, sete estudos preencheram os critérios de inclusão (incluindo 114.009 participantes). Nenhum dos estudos era randomizado7, seis estudos eram de coorte6 e um era transversal. Grande variação foi observada entre estes sete estudos em relação à medição do consumo de chocolate, aos métodos utilizados e aos resultados avaliados. Cinco dos sete estudos relataram uma associação benéfica entre os níveis mais elevados de consumo de chocolate e o risco de doenças cardiometabólicas. Os maiores níveis de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% na doença cardiovascular e uma redução de 29% no acidente vascular cerebral1 em comparação com os níveis mais baixos de consumo.

Com base nas evidências observacionais, os níveis de consumo de chocolate parecem estar associados a uma redução substancial no risco de desenvolver distúrbios cardiometabólicos. Novos estudos experimentais são necessários para confirmar o efeito potencialmente benéfico do consumo de chocolate.

Fonte: BMJ de 29 de agosto de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. BMJ: chocolate pode ajudar a reduzir em até 37% as doenças cardiovasculares e em cerca de 29% os acidentes vasculares cerebrais. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/232475/bmj-chocolate-pode-ajudar-a-reduzir-em-ate-37-as-doencas-cardiovasculares-e-em-cerca-de-29-os-acidentes-vasculares-cerebrais.htm>. Acesso em: 18 nov. 2019.

Complementos

1 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
3 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
4 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
5 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
6 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
7 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
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