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Risco aumentado de catarata em pacientes com doença celíaca, de acordo com estudo publicado no American Journal of Epidemiology

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Estudo de coorte1 coordenado pelo Dr. Kaziwe Mollazadegan, da Unidade de Clínica Epidemiológica do Departamento de Medicina do Karolinska University Hospital, em Estocolmo, na Suécia, publicado no American Journal of Epidemiology, mostra que pacientes com doença celíaca podem ter risco aumentado para catarata2.

Deficiências de vitaminas são prevalentes na doença celíaca (DC) e estão associadas à formação de catarata2, mas não se sabe se as pessoas com DC apresentam maior risco de desenvolver a doença.

O objetivo do estudo de coorte1 foi determinar o risco de catarata2 em pessoas com biópsia3 comprovando a DC. Os autores coletaram dados e identificaram 28.756 pessoas com DC (classificação da doença no estágio Marsh III). Para cada pessoa com DC, a base de dados estatísticos Statistics Sweden selecionou até 5 controles pareados por idade e sexo a partir do Registro Populacional Total. Dados sobre catarata2 foram obtidos do Swedish National Hospital Discharge Register e do National Day-Surgery Register. O modelo de regressão de Cox foi utilizado para estimar o risco de catarata2. Durante um período médio de acompanhamento de 9 anos, os autores identificaram 1.159 pessoas com catarata2 entre os portadores de DC (909 eram esperados) (razão de risco = 1,28; 95% de intervalo de confiança: 1,19; 1,36). O risco absoluto de catarata2 foi 397/100.000 pessoas-ano em pacientes com DC, com um excesso de risco de 86/100.000 pessoas-ano.

Em conclusão, este estudo encontrou um risco aumentado de desenvolvimento de catarata2 em pacientes com DC.

Fonte: American Journal of Epidemiology - Publicação online de 30 de maio de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. Risco aumentado de catarata em pacientes com doença celíaca, de acordo com estudo publicado no American Journal of Epidemiology. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/225290/risco-aumentado-de-catarata-em-pacientes-com-doenca-celiaca-de-acordo-com-estudo-publicado-no-american-journal-of-epidemiology.htm>. Acesso em: 19 jan. 2021.

Complementos

1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
3 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
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