segunda-feira, 14 de março de 2011
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FDA aprova o Benlysta (belimumab) para tratamento do lúpus eritematoso ativo

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+1 O Benlysta (belimumab) é o primeiro medicamento para tratamento do lúpus aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) em 56 anos. Ele está aprovado para pacientes1 com lúpus eritematoso ativo, com auto-anticorpos2 positivos, que estejam recebendo terapia padrão, incluindo corticosteroides, antimaláricos3, imunossupressores e anti-inflamatórios não hormonais.
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2 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
3 Antimaláricos: Agentes usados no tratamento da malária. Geralmente são classificados com base na sua ação contra os plasmódios nas diferentes fases de seu ciclo de vida no homem. São exemplos, a cloroquina e a hidroxicloroquina.

O Benlysta (belimumab) é o primeiro medicamento para tratamento do lúpus aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) em 56 anos.  Ele está aprovado para pacientes1 com lúpus eritematoso ativo, com auto-anticorpos2 positivos, que estejam recebendo terapia padrão, incluindo corticosteroides, antimaláricos3, imunossupressores e anti-inflamatórios não hormonais.

O Benlysta (belimumab) é injetado diretamente na veia (infusão intravenosa) e é o primeiro inibidor do estimulador do linfócito4 B (BLyS). O BLyS assegura a sobrevivência do linfócito4 B, a célula5 branca do sangue6 que produz anticorpos2. O Benlysta pode reduzir o número de linfócitos B em pessoas com lúpus.

Dois estudos clínicos envolvendo 1.684 pacientes com lúpus demonstraram a segurança e a efetividade do Benlysta. Os pacientes receberam a medicação associada à terapia padrão ou placebo associado à terapia padrão. Foram excluídos do estudo aqueles que já haviam recebido terapias que tinham como alvo os linfócitos B ou ciclofosfamida intravenosa, e também aqueles pacientes com lúpus ativo envolvendo os rins7 (nefrite8 lúpica) ou o sistema nervoso9 central.

Os pacientes que receberam Benlysta associado à terapia padrão apresentaram menos atividade da doença quando comparados aos que receberam Benlysta com placebo ou as terapias convencionais para o lúpus. Os resultados sugerem, mas não estabelecem definitivamente, que alguns pacientes tiveram recidivas menos graves e alguns reduziram a dose de corticoide recebida.

Pacientes afro-americanos ou com descendência africana que participaram do estudo parecem não responder ao Benlysta, mas a pesquisa não teve dados suficientes para estabelecer uma conclusão definitiva a este respeito. Estudos adicionais são necessários.

Alguns riscos são atribuídos ao uso de Benlysta como infecções graves, náuseas10, diarréia11 e febre12. Os pacientes podem apresentar reações durante a infusão do medicamento e o pré-tratamento com anti-histamínicos deve ser considerado.

O Benlysta é um anticorpo13 monoclonal humano co-desenvolvido pela Human Genome Sciences e GlaxoSmithKline em colaboração com a Cambridge Antibody Technology.

Fonte: FDA

NEWS.MED.BR, 2011. FDA aprova o Benlysta (belimumab) para tratamento do lúpus eritematoso ativo. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/175077/fda-aprova-o-benlysta-belimumab-para-tratamento-do-lupus-eritematoso-ativo.htm>. Acesso em: 17 mai. 2012.