Medical Journal - terça-feira, 02 de março de 2010 - Atualizado em quarta-feira, 16 de junho de 2010
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Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology

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A presença de pedras na vesícula1 ou nos rins2 já foi associada com a resistência insulínica. Já o risco que essas patologias apresentam para o desenvolvimento do diabetes mellitus3 ainda não está esclarecido.

Em artigo publicado no American Journal of Epidemiology, a presença de pedras na vesícula1 (colelitíase4) foi identificada como um fator de risco5 independente para o desenvolvimento do diabetes mellitus3 tipo 2. A nefrolitíase (pedras nos rins2) não foi associada ao maior risco de desenvolvimento deste tipo de diabetes6.


Participantes do European Prospective Investigation into Cancer7 and Nutrition (EPIC)-Potsdam Study, na Alemanha, relataram 849 novos casos de diabetes mellitus3 tipo 2 entre 25.166 participantes – casos confirmados por seus médicos, durante acompanhamento de sete anos. Após ajustes estatísticos para sexo, idade, circunferência abdominal e fatores de risco relacionados ao estilo de vida, pessoas com pedras na vesícula1 (n=3.293) apresentaram risco aumentado para diabetes mellitus3 tipo 2, enquanto aquelas com pedras nos rins2 (n=2.468) não tiveram aumento no risco para esta doença.


Estes resultados sugerem que a colelitíase4, mas não a nefrolitíase, possa predizer o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 28, fornecendo uma oportunidade de intervenção com medidas preventivas.

Fonte: American Journal of Epidemiology, volume 171, número 4, de 15 de fevereiro de2010.

NEWS.MED.BR, 2010. Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/56295/pedras+na+vesicula+podem+ser+fator.htm>. Acesso em: 4 fev. 2012.