quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012 - Atualizado em quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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Mais do que nutrir bebês, a placenta participa do desenvolvimento cerebral


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A placenta é um órgão essencial para a vida humana. É o único órgão fugaz do organismo. Em seu curto período de existência, a placenta funciona como uma barreira de proteção para o feto, levando oxigênio e nutrientes essenciais da mãe até ele. Cientistas estão estudando as suas funções e vendo que ainda há muito a aprender: a placenta protege ativamente o feto e participa do desenvolvimento neurológico durante a vida intra-uterina.

Em estudo publicado recentemente, cientistas ingleses mostraram que quando uma mãe cobaia (rata) é privada de alimentos, a placenta assume a situação quebrando seu próprio tecido1 para nutrir o cérebro do feto em desenvolvimento.

Cientistas da University of Southern California's Zilkha Neurogenetic Institute (ZNI) e colaboradores em seus estudos relatam que a placenta – e não a mãe – é que fornece o hormônio2 serotonina para o desenvolvimento cerebral em estágios precoces da vida intra-uterina. Já que os hormônios têm um papel essencial no cérebro em formação, antes de funcionarem como neurotransmissores no cérebro, alterações da placenta podem diretamente influenciar o risco de desenvolvimento de depressão, ansiedade e até mesmo autismo. Como resultado, “precisamos ter mais atenção na saúde e bem-estar da placenta”, diz Pat Levitt, diretor do ZNI e co-autor de estudos sobre a importância da placenta no desenvolvimento cerebral.

Estes estudos são tão novos que ainda precisam ser nominados. Anna Penn, neurobiologista e neonatologista da Stanford University, chamou-os de “neuroplacentology”, em inglês. Os estudos desta pesquisadora estão focados no impacto que os hormônios placentários têm no desenvolvimento cerebral a partir da vigésima semana de gestação. Seu objetivo principal é estabelecer como bebês3 prematuros são afetados pela perda desses hormônios com o parto prematuro e encontrar uma maneira de compensar este déficit. O que era pensado sobre a placenta está mudando, diz Penn, mas ainda há muito a ser aprendido.

Fonte: Zilkha Neurogenetic Institute – University of Southern California

NEWS.MED.BR, 2012. Mais do que nutrir bebês, a placenta participa do desenvolvimento cerebral. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/257170/mais-do-que-nutrir-bebes-a-placenta-participa-do-desenvolvimento-cerebral.htm>. Acesso em: 23 fev. 2012.

Complementos

25/01/2012 - Complemento feito por marcos samuel lamorea
Re: Mais do que nutrir bebês, a placenta participa do desenvolvimento cerebral
Os avanços recentes na área de EMBRIOLOGIA e desenvolvimento humano, nos levam a concluir, que o processo de desenvolvimento de um ser humano é mais complexo do que se imaginava.

A placenta, é essencial para a nutrição adequada do bebê em formação, bem como possui um papel fundamental no tranporte de anticorpos da mãe para o filho, fatos estes já bem conhecidos, e vitais para o funcionamento adequado do sistema imune em formação da criança- anticorpos pré sintetetizados pela mãe, serão " moldes" para o sistema imune da criança.

Porém os novos estudos mostram que as células placentárias, por possuírem caráter pluripotente, podem sintetizar neurotransmissores, que são indispensáveis para o desenvolvimento do tecido nervoso em formação.

Estas novas descobertas, reforçam que uma gestação saudável, acompanhada por profissionais de experiência comprovada é essencial, pois durante a gestação, a formação de um ser humano deve ser acompanhada , baseada em novas descobertas, podemos hoje fornecer condições , para que a criança possa ter uma vida mais saudável , sabendo que atitudes preventivas por parte da mãe são indispensáveis,abandonar hábitos como o fumo, álcool, etc só colaboram para um bom desenvolvimento fetal.

Glossário

1 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
2 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
3 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
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