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Atualização do algoritmo de tratamento do diabetes mellitus tipo 2: guideline da American Diabetes Association (ADA) e Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD)

quinta-feira, 14 de março de 2013
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Atualização do algoritmo de tratamento do diabetes mellitus tipo 2: guideline da American Diabetes Association (ADA) e Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD)

Em 2012, a American Diabetes Association (ADA), juntamente com a Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), atualizaram o seu algoritmo de tratamento do diabetes tipo 2 (originalmente lançado em 2009), que recomenda uma organização do tratamento da doença. Um algoritmo é um conjunto de passos a serem seguidos para se alcançar um fim desejado, neste caso, o objetivo é manter os níveis de glicose no sangue dentro da normalidade.

O algoritmo recomenda começar o tratamento no momento do diagnóstico com as mudanças de estilo de vida (em geral incluindo uma dieta equilibrada e atividades físicas regulares). Em seguida usa-se metformina, adicionando-se outras medicações redutoras da glicemia, conforme necessário. A eficácia de qualquer tratamento para o diabetes é medida, em parte, por um exame de sangue conhecido como hemoglobina glicosilada ou HbA1c, que indica o nível médio de glicemia ao longo dos 2 ou 3 meses anteriores. O nível de HbA1c de pessoas sem diabetes tende a situar-se entre 4% e 6% e o alvo para a maioria das pessoas diabéticas é um resultado de teste inferior a 7%.

O algoritmo atualizado recomenda que se uma pessoa recém-diagnosticada com diabetes tipo 2 não alcançar o nível de HbA1c adequado depois de três meses das mudanças no estilo de vida e do uso da metformina, o seu médico deve adicionar uma outra medicação no tratamento, que pode ser qualquer uma das sulfonilureias, tiazolidinedionas, agonistas do receptor GLP-1, inibidores de DPP-4 ou uma classe de insulina basal. Se uma combinação de dois medicamentos não permitir o alcance de um nível adequado de HbA1c em cerca de três meses, acrescenta-se outra medicação das classes listadas acima. E se a terapia de combinação que inclui a insulina basal não resultar na obtenção de um nível de HbA1c adequado, iniciam-se múltiplas doses diárias de insulina de ação curta ou rápida antes das refeições.

Outros fármacos que não estão incluídos no algoritmo, mas que podem beneficiar certos indivíduos, incluem meglitinidas, inibidores da alfa-glicosidase, colesevelam, bromocriptina e pramlintide.

Fonte: Diabetes Self-Management, de 7 de março de 2013 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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