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Brasil elimina transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans

segunda-feira, 12 de junho de 2006
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Brasil elimina transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans
O ministro da Saúde, Agenor Álvares, recebe hoje a Certificação Internacional de Eliminação da Transmissão da Doença de Chagas pelo Triatoma infestans, conferida pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) ao Brasil. Primeiro país da América Latina a ter controle sobre a doença, o Brasil vira uma página ao superar um grave problema de saúde pública, uma vez que, até então, o Triatoma infestans, conhecido popularmente como "barbeiro", era o principal vetor de transmissão da doença no país.

A eliminação da transmissão da doença de Chagas pelo "barbeiro" é resultado dos investimentos que o governo brasileiro tem feito na execução das ações de controle do vetor. Somente nos últimos três anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 97 milhões em melhorias habitacionais (que eliminam as condições de presença do "barbeiro" dentro das casas, em áreas rurais), aquisição de insumos (inseticidas e desalojantes), pesquisas, distribuição de equipamentos e repasses financeiros para estados e municípios.

Com a regular e rigorosa triagem de doadores em bancos de sangue, implementada desde a década de 80 e com a ampla cobertura alcançada atualmente, a transmissão transfusional é cada vez mais reduzida.

Uma evidência incontestável da interrupção da transmissão pelo Triatoma infestans foi obtida com a realização de um  novo inquérito nacional de soroprevalência, dirigido para um grupo de faixa etária entre 0 e 5 anos. Foram aproximadamente 90 mil amostras processadas, originárias de diferentes áreas, para oito delas casos confirmados. Não se pode afastar a possibilidade de que tenha havido transmissão vetorial. Mas, nesse caso, ela seria esporádica ou acidental.

A certificação não interromperá os investimentos no controle da doença, no tratamento dos portadores da forma crônica do Chagas e na rápida detecção e controle de surtos episódicos de transmissão oral (ou alimentar), como o surto associado ao consumo de caldo-de-cana ocorrido em 2005, em Santa Catarina.

Fonte: Ministério da Saúde
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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