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Associação de lítio e valproato ou monoterapia com lítio ajuda a evitar as recaídas da doença bipolar, segundo estudo publicado no The Lancet

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O uso de carbonato de lítio ou valproato é recomendado como monoterapia para a prevenção das recaídas na doença bipolar, mas não é completamente efetivo para muitos pacientes. Se a combinação dessas duas medicações é melhor do que a monoterapia, muitas recaídas e incapacidades podem ser evitadas. O estudo BALANCE, publicado no periódico The Lancet, teve o propósito de verificar esta efetividade.

Participaram do estudo randomizado1, 330 pacientes com idade mínima de 16 anos e com diagnóstico2 de doença bipolar I provenientes dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Itália. O grupo foi dividido nos que estavam em monoterapia com lítio (n=110), monoterapia com valproato (n=110) ou em uso da associação dos dois agentes (n= 110) e acompanhado durante pelo menos 24 meses.

Os resultados mostram que para pessoas com doença bipolar I, para as quais a terapia de longo prazo está clinicamente indicada, tanto a associação dos dois agentes como o uso de carbonato de lítio como monoterapia são mais prováveis de prevenir as recaídas do que a monoterapia com o valproato. O estudo BALANCE não conseguiu confirmar ou refutar o benefício de uso da associação dos dois agentes comparados à monoterapia com o lítio.

Fonte consultada:

The Lancet – Publicação Online de 23 de dezembro de 2009

NEWS.MED.BR, 2009. Associação de lítio e valproato ou monoterapia com lítio ajuda a evitar as recaídas da doença bipolar, segundo estudo publicado no The Lancet. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/53330/associacao-de-litio-e-valproato-ou-monoterapia-com-litio-ajuda-a-evitar-as-recaidas-da-doenca-bipolar-segundo-estudo-publicado-no-the-lancet.htm>. Acesso em: 1 dez. 2020.

Complementos

1 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

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