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FDA alerta: Byetta (exenatida) foi associado a pancreatite necrotizante ou hemorrágica e deve ser descontinuado nesses casos

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Desde da primeira informação do FDA para profissionais de saúde1, em outubro de 2007, foram recebidos relatos de seis novos casos de pancreatite2 necrotizante ou hemorrágica3 em pacientes em uso de Byetta. O Byetta é um medicamento usado no tratamento de pacientes diabéticos tipo 2, resistentes ao tratamento com metformina4 ou sulfoniluréias5. Dos seis casos de pancreatite2 necrotizante ou hemorrágica3, todos os pacientes tiveram que ser hospitalizados, dois deles morreram e quatro estavam se recuperando na época do relatório. O Byetta foi descontinuado em todos os seis casos.

 

O Byetta e outros medicamentos potencialmente suspeitos devem ser prontamente descontinuados em caso de suspeita de pancreatite2. Não há sinais6 e sintomas7 para distinguir pancreatite2 necrotizante ou hemorrágica3 aguda associada ao uso de Byetta daquelas formas de pancreatite2 menos graves. Se a pacreatite é confirmada, deve ser iniciado o tratamento apropriado e o paciente deve ser monitorado até a recuperação. Byetta não deve ser reiniciado. E outras terapias antidiabéticas devem ser consideradas para pacientes8 com história de pancreatite2.

 

O FDA está trabalhando, juntamente com o laboratório fabricante do Byetta, Amylin Pharmaceuticals, para acrescentar avisos de alerta nas bulas deste medicamento sobre o risco de pancreatite2 necrotizante ou hemorrágica3.

 

O alerta anterior do FDA aos profissionais de saúde1, em outubro de 2007, havia relatado 30 casos de pancreatite2 aguda em pacientes diabéticos em uso de Byetta, alguns desses casos poderiam estar associados ao uso desta medicação. Também alertava os profissionais a instruírem seus pacientes a procurar atendimento médico imediato em caso de dores abdominais, que podem irradiar para as costas9, acompanhadas ou não de náuseas10 ou vômitos11. Caso tenham a suspeita de pancreatite2, o Byetta deve ser descontinuado. E caso confirmem o diagnóstico12 de pancreatite2, este medicamento não deve ser reiniciado, a menos que outra etiologia13 de pancreatite2 seja identificada.

 

O FDA ainda não recomenda a descontinuação da prescrição deste medicamento e compromete-se a incluir mais informações sobre a pancreatite2 aguda e o uso de Byetta assim que novas informações ou análises estiverem disponíveis.

 

Fonte: Food and Drug Administration

 

NEWS.MED.BR, 2008. FDA alerta: Byetta (exenatida) foi associado a pancreatite necrotizante ou hemorrágica e deve ser descontinuado nesses casos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/22040/fda-alerta-byetta-exenatida-foi-associado-a-pancreatite-necrotizante-ou-hemorragica-e-deve-ser-descontinuado-nesses-casos.htm>. Acesso em: 14 out. 2019.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
3 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
4 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
5 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
6 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
9 Costas:
10 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
11 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
13 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
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