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OMS muda recomendações de terapia antiretroviral para o HIV

terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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OMS muda recomendações de terapia antiretroviral para o HIV

Há uma estimativa de que 33,4 milhões de pessoas estão vivendo com HIV/AIDS, com uma incidência anual de aproximadamente 2,7 milhões. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que desde de que o tratamento efetivo para o HIV se tornou disponível em 2006, cerca de 2,9 milhões de vidas foram salvas.

Os protocolos sobre terapia antiretroviral foram primeiramente publicados em 2002, resumidos e simplificados em 2003 e atualizados em 2006. Agora, as novas recomendações são baseadas nos dados disponíveis mais atuais.

As principais modificações nas recomendações da OMS para a terapia antiretroviral (TAR) são:

  • A última orientação da OMS, feita em 2006, sugeria que os portadores do vírus iniciassem o tratamento assim que seus níveis de células T CD4 (célula de defesa) fossem iguais ou inferiores a 200 células por milímetro cúbico de sangue. De acordo com a nova recomendação, o tratamento para adultos e adolescentes HIV positivos deve começar mais precocemente, quando a contagem for igual ou inferior a 350 células por milímetro cúbico de sangue. A nova diretriz serve para todos os pacientes com HIV, inclusive grávidas, independente da presença ou ausência de sintomas da doença. Esta nova diretriz tem como base que o início precoce da TAR estimula o sistema imune, diminui o risco de mortalidade e morbidade associados ao HIV e também reduz o risco de transmissão de HIV e tuberculose.
  • Efeitos colaterais irreversíveis e de longo prazo, como a neuropatia periférica e a lipodistrofia (perda de gordura corporal), estão presentes com o uso da Estavudina (d4T), droga usada amplamente em países em desenvolvimento por sua disponibilidade e baixo custo. A OMS recomenda que a estavudina seja, na medida do possível, substituída pela Zidovudina (AZT) ou pelo Tenofovir (TDF).
  • Para prevenir a transmissão de mães HIV positivas para seus filhos, a OMS recomenda que a TAR deva ser iniciada mais cedo na gravidez (com 14 semanas de gestação) e continuar até que a amamentação tenha se encerrado. É uma mudança em relação a 2006, que dizia para iniciar a TAR no terceiro trimestre da gestação, começando na 28ª semana da gravidez.
  • A OMS recomenda que a amamentação siga até 12 meses de vida, desde que mães HIV positivas ou crianças  recebam a TAR durante este período. Duas alternativas para mulheres HIV positivas que estão amamentando e não estão recebendo TAR são:
     
    • Para mulheres que receberam AZT durante a gravidez, Nevirapina está recomendada diariamente para a criança, do nascimento até o final da amamentação.
    • Para as mulheres que receberam esquema de 3 drogas durante a gravidez, o regime deve ser mantido até que a amamentação se complete.

Existem dois desafios principais. O primeiro é disponibilizar os medicamentos para alguns países com recursos limitados. O segundo é fazer com que mais pessoas façam testes de HIV de maneira voluntária e recebam aconselhamento antes de desenvolverem os sintomas da doença.

Caso as novas recomendações sejam seguidas, mais pessoas vão necessitar de tratamento, aumentando os custos. Mas os gastos com hospitalizações vão diminuir, aumentando a produtividade, já que os infectados poderão trabalhar por mais tempo sem apresentar os sintomas da doença. Menos crianças serão abandonadas com o vírus e, com a divulgação dos benefícios do início precoce da terapia, mais pessoas ficarão motivadas a fazer testes de HIV e a receber aconselhamento sobre a doença.


Fonte consultada: OMS


Leia as recomedações da OMS.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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