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Pediatrics: mel ajuda a melhorar a tosse noturna na infância

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Foi realizado um estudo, publicado pelo periódico médico Pediatrics, com o objetivo de comparar os efeitos de uma dose única noturna de mel (mel de eucalipto, mel de frutas cítricas ou mel de plantas da família Labiatae) a uma dose de placebo1 na tosse noturna em crianças com infecções2 do trato respiratório superior (IRSs).

Um questionário foi administrado aos pais em dois dias consecutivos. O primeiro dia foi quando nenhuma medicação tinha sido usada na noite anterior e o segundo dia foi no dia seguinte, quando a preparação do estudo foi dada antes de dormir. O estudo randomizado3 duplo-cego contou com a participação de 300 crianças, de 1 a 5 anos, com IRSs, tosse noturna e duração da doença menor ou igual a sete dias. As crianças elegíveis receberam dose única de 10 gramas de mel de eucalipto, mel de frutas cítricas, mel de plantas da família Labiatae ou placebo1, administrada 30 minutos antes de se deitarem. Os principais desfechos foram frequência da tosse, gravidade da tosse, natureza do incômodo da tosse e qualidade do sono da criança e dos pais.

Em todos os três produtos de mel e do grupo placebo1 houve uma melhoria significativa da noite antes do tratamento para a noite do tratamento. No entanto, a melhora foi maior nos grupos que receberam mel para todos os principais desfechos.

Os pais avaliaram que os produtos contendo mel aliviaram mais os sintomas4 da tosse noturna de seus filhos e as dificuldades para dormir devido às IRSs, quando comparados ao placebo1. O mel pode ser um tratamento preferível para a tosse e para as dificuldades de sono associadas às IRSs na infância.

O mel não deve ser usado em crianças com menos de um ano de idade.

Fonte: Pediatrics, publicação online de 6 de agosto de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. Pediatrics: mel ajuda a melhorar a tosse noturna na infância. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/312400/pediatrics-mel-ajuda-a-melhorar-a-tosse-noturna-na-infancia.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.

Complementos

1 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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