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Suplementação de magnésio ajuda a melhorar força muscular respiratória em pacientes com fibrose cística, em pesquisa da UFMG

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O magnésio é um dos mais importantes minerais no corpo. Embora alguns estudos tenham demonstrado que pacientes com fibrose cística1 têm carência de magnésio, nenhum estudo internacional avaliou a importância da suplementação2 de magnésio por via oral nesses pacientes.

O estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, investigou de forma prospectiva os efeitos em longo prazo da suplementação2 de magnésio por via oral sobre a força muscular respiratória usando o escore clínico de Shwachman-Kulczycki (SK) entre crianças e adolescentes com fibrose cística1 (FC).

Este estudo duplo-cego3, randomizado4, cruzado, controlado por placebo5, incluiu 44 pacientes com FC (idade 7 a 19 anos; 20 do sexo masculino) que foram aleatoriamente designados para receber magnésio (n = 22; 300 mg/d) ou placebo5 (n = 22) durante 8 semanas com um período de descanso de 4 semanas entre os ensaios. Todos os pacientes foram submetidos a tratamento convencional da fibrose cística1. O protocolo experimental incluiu avaliação clínica, avaliação da concentração urinária de magnésio e medições da pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx). A pressão inspiratória máxima foi o resultado primário.

A concentração urinária de magnésio estava aumentada após a administração de magnésio. Além disso, PImáx e PEmáx melhoraram significativamente somente após a administração de magnésio. A administração de magnésio teve um efeito benéfico sobre as variáveis clínicas avaliadas pelo escore de SK (P <0,001).

Os resultados mostraram que a suplementação2 oral de magnésio ajudou a melhorar a pontuação do escore de SK e a força muscular respiratória em pacientes pediátricos com fibrose cística1.

Fonte: The American Journal of Clinical Nutrition, volume 96, de julho de 2012

 

 

NEWS.MED.BR, 2012. Suplementação de magnésio ajuda a melhorar força muscular respiratória em pacientes com fibrose cística, em pesquisa da UFMG. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/309005/suplementacao-de-magnesio-ajuda-a-melhorar-forca-muscular-respiratoria-em-pacientes-com-fibrose-cistica-em-pesquisa-da-ufmg.htm>. Acesso em: 7 abr. 2020.

Complementos

1 Fibrose cística: Doença genética autossômica recessiva que promove alteração de glândulas exócrinas do organismo. Caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas, que leva ao desenvolvimento de bronquiectasias, insuficiência pancreática exócrina, disfunções intestinais, anormalidades das glândulas sudoríparas e disfunção genitourinária.
2 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
3 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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