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Sete novas proteínas identificadas podem auxiliar no diagnóstico da Leishmaniose Visceral

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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Sete novas proteínas identificadas podem auxiliar no diagnóstico da Leishmaniose Visceral

Pesquisa realizada por equipes da Fiocruz em Pernambuco e na Bahia identifica sete proteínas que podem servir para a fabricação de um teste diagnóstico rápido e eficiente para a leishmaniose visceral (LV), além de colaborarem para o desenvolvimento de uma nova vacina. A novidade pode beneficiar muitos brasileiros, já que em 2006 foram registrados 3.433 casos de LV, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
 
Os testes diagnósticos elaborados com um número pequeno de proteínas do parasito causador desta doença, como as proteínas identificadas pela Fiocruz, deverão ser mais sensíveis e específicos se comparados aos métodos empregados atualmente na rede de saúde do Brasil, o de imunoflorescência indireta e o Elisa. De acordo com os pesquisadores, pelo menos três das sete proteínas recém-identificadas podem ser utilizadas em um kit de diagnóstico semelhante aos testes rápidos de gravidez. A perspectiva é desenvolver, juntamente com Biomanguinhos (outra unidade da Fiocruz), testes que poderão ser empregados em campo, tanto no diagnóstico em cães, que são o principal reservatório do parasito causador da LV (a Leishmania chagasi), como em humanos.

Exames realizados com as proteínas identificadas podem reduzir bastante o risco de se diagnosticar erradamente casos de outras doenças como sendo de leishmaniose, devido à reação cruzada com outros parasitos, a exemplo do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, que é um parasito da mesma família da Leishmania. Um kit rápido para uso no diagnóstico da infecção canina seria útil para o desenvolvimento dos trabalhos de vigilância epidemiológica e propiciaria, de acordo com os pesquisadores, a tomada de medidas de controle mais rápida por parte das autoridades sanitárias. No caso do diagnóstico da doença humana, um kit rápido pode reduzir a duração entre o período de suspeita e o diagnóstico definitivo e, por isso, permitirá o pronto tratamento do paciente.

Parte das proteínas identificadas foram selecionadas como o objetivo inicial de se desenvolver uma vacina contra LV canina. Para este fim, já foram realizados experimentos em camundongos e em cães. Os resultados, até o momento, mostram que alguns protocolos de imunização resultam na indução de resposta imune adequada contra proteínas do parasito causador da enfermidade.

Optou-se por iniciar as investigações para obtenção da vacina para cães devido ao fato de o animal ser o principal reservatório do protozoário nas Américas. Em áreas endêmicas, 70% a 80% dos cães estão infectados. Além disso, a maioria deles volta a desenvolver a doença após o tratamento, caso a medicação seja suspensa, mesmo sendo levados para áreas não endêmicas.

Os projetos contam com o financiamento da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) e do Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS) da Fiocruz.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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