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Estudo aponta maior risco de arrependimento de ter realizado esterilização em mulheres mais jovens

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Estudo publicado no periódico Obstetrics & Gynecology teve como objetivo estimar o risco de arrependimento da esterilização com base na idade no momento da esterilização em um grupo contemporâneo de mulheres.

Foi realizada uma análise retrospectiva de dados transversais da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar de 2015-2017 e 2017-2019 (Estados Unidos), Arquivos de Entrevistadas Femininas, para estimar a proporção de mulheres que se arrependem de ter realizado esterilização.

Estatísticas descritivas foram utilizadas para descrever a população e a proporção com arrependimento. O arrependimento da esterilização foi definido como alguém que passou pela reversão da esterilização ou que definitivamente queria a reversão da esterilização.

Modelos de regressão logística multivariada foram usados para avaliar associações com arrependimento da esterilização.

Um total de 1.549 mulheres submetidas à esterilização foram incluídas na análise; 8% tinham entre 21 e 30 anos e 92% tinham mais de 30 anos. Das participantes, 16,9% se identificaram como negras, 22,0% como hispânicas e 57,2% como brancas.

A maioria (58,4%) foi submetida a procedimento de esterilização tubária entre 21 e 30 anos. A proporção cumulativa de arrependimento foi de 10,2% (12,6% para mulheres que se submeteram à esterilização na idade de 21 a 30 anos e 6,7% para aquelas que se submeteram à esterilização com mais de 30 anos).

Depois de controlar as covariáveis, incluindo idade, raça, paridade, escolaridade e motivo médico para a esterilização, a única variável que teve associação estatisticamente significativa com arrependimento foi a idade no momento da entrevista (P <0,001). À medida que as mulheres envelheciam, elas eram menos propensas a relatar arrependimento da esterilização.

O estudo concluiu que as mulheres mais jovens sentem mais arrependimento de ter realizado um procedimento de esterilização. À medida que as mulheres envelhecem, o arrependimento da esterilização diminui.

O aconselhamento sobre esterilização deve revelar a imprevisibilidade do desejo futuro, mas a idade por si só não deve ser uma barreira para a realização da esterilização.

Leia sobre "Ligadura das trompas", "Diferença entre infertilidade1 e esterilidade2", "Infertilidade1 feminina" e "Sobre o desejo de maternidade e de paternidade".

 

Fonte: Obstetrics & Gynecology, Vol. 139, Nº 3, em março de 2022. (doi: 10.1097/AOG.0000000000004692)

 

NEWS.MED.BR, 2022. Estudo aponta maior risco de arrependimento de ter realizado esterilização em mulheres mais jovens. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1410765/estudo-aponta-maior-risco-de-arrependimento-de-ter-realizado-esterilizacao-em-mulheres-mais-jovens.htm>. Acesso em: 8 dez. 2022.

Complementos

1 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
2 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.
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