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FDA aprova primeira vacina contra o câncer uterino

segunda-feira, 12 de junho de 2006
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FDA aprova primeira vacina contra o câncer uterino

O FDA aprovou a primeira vacina que protege as mulheres contra o câncer de colo do útero, doença que mata pelo menos 7.000 brasileiras por ano. A aprovação no Brasil está sendo aguardada para o segundo semestre. A vacina Gardasil (Merck Sharp & Dohme) é recomendada para mulheres entre 9 e 26 anos e previne a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que causa o câncer de colo uterino.

A recomendação em idade tão precoce foi feita em razão de a vacina funcionar melhor em meninas que ainda não iniciaram a vida sexual e, portanto, não tiveram contato com o HPV. Ela não protege pessoas já infectadas e não imuniza contra todos os tipos de câncer uterino - cobre cerca de 70%. No próximo dia 29, o comitê norte-americano de práticas de imunização deve definir como será a rotina de vacinação com o novo produto nos EUA.

A capacidade de impedir o aparecimento de colo do útero, pelo menos a curto prazo, foi demonstrada num ensaio nos estágios finais do estudo sobre a vacina, patrocinado pelo laboratório norte-americano. O ensaio envolveu mais de 11 mil mulheres de 13 países, com idades entre 16 e 26 anos, que não estavam infectadas com nenhum dos dois tipos de vírus.

O laboratório fabricante já pediu à Anvisa a licença para comercializar a vacina no Brasil. A agência deve dar um parecer a respeito entre setembro e outubro. Se for positivo, a vacina entrará no mercado nacional ainda neste ano. A etapa brasileira dos testes clínicos da vacina envolveu 3.000 mulheres. A vacina tem eficácia de 100% contra infecção por quatro tipos de HPV (as linhagens 6, 11, 16 e 18) nas mulheres que ainda não foram expostas ao parasita.

Fonte: FDA 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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